Uma disputa bilionária entre duas das maiores farmacêuticas do Brasil — EMS e Hypera — movimenta os bastidores do mercado e chama a atenção de investidores, reguladores e especialistas em governança corporativa. No centro da briga, está a tentativa do controlador da EMS, Carlos Sanchez, de emplacar aliados no conselho de administração da Hypera, sua principal concorrente no país.
Em essência, o que está em jogo é o controle da Hypera, uma empresa que se tornou uma gigante do setor através de uma estratégia agressiva de aquisições e cujo preço de mercado supera os R$ 12 bilhões hoje.
Como começou
Em outubro do ano passado, quando Sanchez apresentou uma proposta de fusão entre as duas companhias, com uma oferta pública de aquisição (OPA) atribuindo prêmio de 39% sobre as ações da Hypera. Isto é, ele ofereceu comprar todas as ações da Hypera, a um preço de R$ 30 por ação. Naquele mês a cotação do papel variou entre R$ 25 e R$ 27.
Fonte: UOL