Apesar das incertezas, o presidente do Bradesco, Marcelo Noronha, disse que vê um cenário de taxa de juros mais constante no Brasil e que ainda não trabalha com possibilidade de alta. “A expectativa este ano é de PIB de 2,3%”, disse a jornalistas. “Se ficarmos com esse juros para frente, devemos ter PIB menor ano que vem, mas também crescendo.”
Noronha comentou que estamos vendo “o mundo se acabar na Ásia hoje” e que há incertezas em relação ao rumo dos juros nos EUA, mas ponderou que também há “reações extremadas”. “Estamos vendo mundo se acabar na Ásia hoje; até poucos dias atrás tinha expectativa de que Fed pudesse mexer nos juros”, disse. “A economia americana está bombando, achar que tem recessão em curso em função de dado de emprego me parece reação extremada”, acrescentou.
Ele frisou ainda que uma queda de juros pelo Fed pode ajudar o Brasil a não ter que subir a taxa. “Ainda tenho visão otimista, mas com o pé no chão.”
Marcelo Noronha, presidente do Bradesco — Foto: Ana Paula Paiva/Valor
Fonte: Valor Econômico