Por Ksenia Galouchko — Bloomberg
07/07/2023 05h02 Atualizado há 6 horas
Com a valorização nos mercados acionários dos EUA antes da temporada de balanços, a reação aos resultados, mesmo que sejam fortes, provavelmente será moderada, de acordo com estrategistas do Deutsche Bank.
“A magnitude do rali historicamente não está ligada ao tamanho” de resultados acima do esperado ou ao crescimento divulgado, “mas ao desempenho do mercado e ao posicionamento das ações”, disseram estrategistas do Deutsche Bank, liderados por Binky Chadha, em nota.
O forte rali desde o final da divulgação dos balanços do primeiro trimestre e o posicionamento “overweight” em ações dos EUA sinalizam uma reação morna do mercado, disseram os estrategistas. Chadha estava entre os poucos estrategistas que previram um rali das ações no primeiro trimestre de 2023.
Os analistas, em média, preveem que os lucros do segundo trimestre vão cair 7,2% em relação ao ano anterior e permanecerão inalterados frente aos níveis do primeiro trimestre, disse o Deutsche Bank. No entanto, Chadha espera outro trimestre de crescimento sequencial dos lucros, após o ajuste para uma forte sazonalidade, com ganho “robusto” de 2% para os resultados de empresas do S&P 500.
Isso pode começar a mudar a narrativa de uma recessão de lucros e elevar o S&P 500 em cerca de 2% a 3%, segundo o Deutsche Bank. No geral, os estrategistas veem os lucros do S&P 500 em US$ 55,6 por ação, o que implica uma queda anual de 3,4%.
Fonte: Valor Econômico


