Os empregadores nos Estados Unidos anunciaram 52.881 demissões em agosto, um salto de 58% em relação a julho, aponta relatório da empresa de recolocação profissional Challenger, Gray & Christmas. Apesar da alta mensal, os cortes planejados registram queda de 38% na comparação com o mesmo mês de 2025.
“Trata-se do mês de agosto mais brando desde 2022, mas em linha com a média para o período desde meados da década de 2010”, afirmou Andy Challenger, diretor de receita da consultoria.
O setor de produtos de consumo liderou os cortes no mês, com 10.057 demissões anunciadas, impulsionado por reestruturações na Procter & Gamble e na Estée Lauder. Já o segmento de tecnologia registrou 6.103 cortes em agosto, o menor volume mensal observado em 2026. A reestruturação corporativa foi o principal motivo alegado para os desligamentos, superando a inteligência artificial, que liderava as justificativas há cinco meses consecutivos.
Em contrapartida, os planos de contratação anunciados pelas empresas caíram 23% em agosto, na comparação com julho. “Embora as companhias estejam planejando contratar mais trabalhadores do que no ano passado, não parece que essas vagas estejam sendo preenchidas com rapidez”, acrescentou Challenger.
Os dados antecedem a divulgação do relatório oficial de emprego (payroll) de agosto pelo Departamento do Trabalho dos EUA, previsto para sexta-feira. Economistas consultados pelo Wall Street Journal (WSJ) projetam a criação de 53 mil postos de trabalho no período.
Fonte: Valor Econômico


