Com o início do que deve ser um “ciclo profundo de cortes de juros em 2026”, o Bank of America (BofA) elevou a recomendação para as ações do Brasil, sugerindo aos clientes uma exposição acima da média de mercado [“overweight”] nesta classe de ativos.
“Elevamos o Brasil para ‘overweight’ (de ‘marketweight’). As ações brasileiras tiveram desempenho semelhante ao de outros mercados da América Latina no último ano e mantivemos uma recomendação em linha com a média de mercado em relação ao Brasil desde junho de 2025, devido aos limitados catalisadores domésticos e a uma visão cautelosa sobre as commodities”, lembra a equipe do banco, liderada por David Beker.
“Para 2026, esperamos que o próximo ciclo de flexibilização seja um importante impulsionador, já que o Brasil apresenta uma das correlações mais fortes com as taxas mais baixas nos mercados emergentes”, afirma.
A preferência do BofA é por empresas domésticas alavancadas pelas taxas de juros elevadas e pelos bancos. “O Brasil também tem muitas empresas que geram caixa mesmo quando alavancadas em um ambiente de juros altos e empresas com forte crescimento, escala e lucratividade”, afirmam.
A exposição recomendada atualmente pelo BofA em ações brasileiras é de 63,5%, frente a um peso de 58,7% do Brasil dentro do índice MSCI Latam.
Fonte: Valor Econômico


