Conselho de Estado da China divulgou nessa terça-feira (19) um plano de ação para abrir ainda mais o mercado chinês para empresas estrangeiras, após os investimentos do exterior no país terem atingido mínimas históricas no ano passado.
Na proposta, o Conselho afirma que o país irá reduzir a lista de indústrias nas quais atividades estrangeiras são restritas, além de realizar projetos-piloto para facilitar o acesso ao investimento estrangeiro em inovação científica e tecnológica, e permitir uma participação mais ampla de instituições financeiras do exterior no setor bancário e de seguros.
Enquanto isso, esforços serão feitos para expandir o escopo de negócios de instituições financeiras estrangeiras no mercado de títulos domésticos e conduzir programas de investimento para parceiros estrangeiros qualificados na China.
“O investimento estrangeiro é uma força importante para participar do processo de modernização da China e promover a prosperidade comum e o desenvolvimento da economia chinesa e da economia mundial”, disse o Conselho, no plano de ação.
Após o fim das rígidas restrições contra a Covid-19 no fim de 2022, empresas estrangeiras têm ficado cada vez mais desconfiadas em relação a investir na China, com preocupações sobre o ambiente de negócios, recuperação econômica e questões políticas.
O investimento estrangeiro no país encolheu 11,7% em janeiro em relação ao ano anterior, para 112,71 bilhões de iuanes, cerca de US$ 15,66 bilhões, segundo os últimos dados do governo chinês. Em 2023, o investimento estrangeiro direto na China encolheu 8% ano a ano.
Fonte: Valor Econômico

