Por Rennan Setti
A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) impugnou a compra da distribuidora brasileira de insumos farmacêuticos Purifarma pela gigante belga Fagron.
Concordando com nota técnica elaborada pelo órgão, o Cade entendeu que o negócio levaria a uma concentração excessiva no mercado de insumos para farmácias de manipulação, onde as duas companhias estão entre os principais players e detêm participação conjunta superior a 20% nesse segmento.
Ao impugnar o negócio, a Superintendência do Cade — espécie de braço executivo da autarquia — recomendou ao tribunal do órgão a rejeição da compra.
O Cade já demonstrava preocupação com as aquisições do Grupo Fagron no Brasil. Em 2019, quando a empresa belga comprou a All Chemistry do Brasil, o negócio só foi aprovado após a exigência de celebração de um Acordo em Controle de Concentração (ACC). Esse acordo impedia o Grupo Fagron, por dois anos, de participar de operações de fusão, incorporação ou aquisição de empresas com atividades no segmento de distribuição de insumos farmacêuticos para farmácias de manipulação no Brasil.
A Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais (Anfarmag), que reúne as farmácias de manipulação, havia sido admitida como “terceira interessada” no processo e manifestou preocupação com a transação.
Fonte: O Globo