Por Mariana Ribeiro — De São Paulo
02/02/2024 05h02 Atualizado há 5 horas
O BR Partners teve lucro líquido de R$ 43,1 milhões no quarto trimestre de 2023, o que representa alta de 7,4% em relação ao trimestre anterior e de 27,6% na comparação com o mesmo período do ano anterior. A receita ficou em R$ 124,3 milhões, aumento trimestral de 16,3% e anual de 27,2%.
De acordo com o banco, após um início de ano desafiador, com choques no ambiente corporativo, o mercado de capitais foi mostrando melhora gradativa ao longo de 2023 e, no quarto trimestre, essa recuperação se mostrou mais disseminada. O cenário é otimista para 2024, diz o presidente do banco, Ricardo Lacerda.
“Sentimos essa melhora muito forte e generalizada no quarto trimestre e um início de ano com muito entusiasmo. O que ainda está mais incerto é se haverá a volta dos IPOs [ofertas iniciais de ações] e de um mercado de emissão de ações um pouco mais robusto”, diz. “Estamos otimistas, achamos que volta, mas ainda há sinais voláteis.”
No quarto trimestre, o ambiente mais favorável se refletiu em ganhos de receita em todas as áreas do banco, diz Vinícius Carmona, diretor de Relações com Investidores. A receita com clientes ficou em R$ 99,5 milhões, alta de 25,2% sobre o trimestre anterior e de 27,1% em 12 meses. Desse total, R$ 75,5 milhões vieram da área de banco de investimento (onde estão as operações de fusão e aquisição) e mercado de capitais (onde estão as emissões de dívida). Houve alta trimestral de 18,9% e anual de 33,5%.
“O pipeline sempre foi robusto, mas agora algumas operações de fato se concretizaram”, diz o CEO do banco, José Flávio Ramos. O BR Partners participou, por exemplo, da aquisição da corretora Singulare pela QI Tech, fintech de infraestrutura para serviços financeiros.
O banco vem também se destacando na atividade de reestruturação financeira. “Acabamos participando de quase todas as grandes reestruturações que estão em curso”, diz Lacerda. Em relação às expectativas para o ambiente corporativo em 2024, o executivo afirma que ainda são esperados alguns choques, mas isolados.
Em “treasury sales & structuring” (área que abarca soluções de tesouraria para clientes), a receita foi de R$ 22,1 milhões, alta trimestral de 51% e anual de 10,1%.
No quarto trimestre, o retorno ajustado sobre o patrimônio (ROAE) foi de 21,6%, de 20,3% no terceiro trimestre e 17,2% um ano antes. O índice de eficiência – quanto menor, melhor – ficou em 56,7%, de 40% um ano antes. Segundo o banco, a piora é explicada por investimentos em pessoal e na recém-lançada área de gestão de fortunas (“wealth management”). A área encerrou o ano com R$ 2,3 bilhões em ativos.
As despesas somaram R$ 83,1 milhões no quarto trimestre, alta de 57% sobre o trimestre anterior e de 72,8% sobre o mesmo período de 2022.
Fonte: Valor Econômico