O índice pan-europeu Stoxx 600 caiu 0,21%, na bolsa de Frankfurt, o DAX recuou 0,41%, o londrino FTSE 100 cedeu 0,06% e o parisiense CAC 40 desvalorizou 0,18%
Por Gabriel Caldeira, Valor — São Paulo
As bolsas europeias fecharam em queda nesta segunda-feira (3), pressionadas por índices de gerentes de compras (PMIs, na sigla em inglês) do setor industrial das maiores economias do continente, que aprofundaram o ritmo de contração em junho.
O índice pan-europeu Stoxx 600 caiu 0,21%, a 460,98 pontos. Na bolsa de Frankfurt, o DAX recuou 0,41%, a 16.081,04 pontos, o índice londrino FTSE 100 cedeu 0,06%, a 7.527,26 pontos, e o parisiense CAC 40 desvalorizou 0,18%, a 7.386,70 pontos.
As bolsas europeias começaram a segunda metade do ano em terreno negativo, depois de os PMIs industriais da zona do euro (43,4 pontos), Alemanha (40,6 pontos) e Reino Unido (46,5 pontos) caírem em junho e aprofundarem a contração, indicada pela pontuação abaixo de 50.
A pior leitura veio da Alemanha, onde o dado atingiu seu menor nível em três anos — ou seja, desde o início da crise econômica do coronavírus. Na França, por outro lado, o PMI industrial subiu a 46,0 pontos, o que ainda indica contração da atividade no setor.
A fraqueza na atividade manufatureira se estendeu também às duas maiores economias do mundo: Estados Unidos e China. O PMI industrial chinês caiu a 50,5 pontos em junho, e o americano recuou a 46,3 pontos, na leitura da S&P Global, e a 46,0 pontos, segundo o indicador do Instituto para Gestão da Oferta (ISM, na sigla em inglês).
“Os últimos PMIs sugerem que não apenas a atividade manufatureira global contraiu no final do segundo trimestre, como as perspectivas para o setor manufatureiro também parecem ter se deteriorado ainda mais”, alerta Ariane Curtis, economista global da Capital Economics.
Destaque
A queda de 8% nas ações da AstraZeneca foi destaque entre as baixas do pregão desta segunda e pesou sobre a bolsa londrina. Segundo Michael Hewson, analista sênior da CMC Markets, o papel da farmacêutica foi prejudicado por resultados “decepcionantes” de uma nova droga da companhia para o tratamento de câncer de pulmão.
“O resultado do teste foi positivo, no entanto, analistas sugeriram que a falta de clareza sobre as taxas de sobrevivência com o uso do medicamento está por trás da fraqueza atual das ações. Isso parece uma reação exagerada, visto que os dados ainda estão sendo analisados e é uma droga entre muitas”, opina Hewson. Segundo ele, a queda da AstraZeneca tirou mais de 50 pontos do FTSE 100 hoje.
Fonte: Valor Econômico