A BlauCotação de Blau Farmacêutica lucrou R$ 63,2 milhões no segundo trimestre deste ano, o que representa alta de 33% em relação ao mesmo intervalo de 2024. No critério recorrente, a alta do lucro foi de 22%.
A receita líquida da companhia ficou estável no comparativo anual, somando R$ 465 milhões. O diretor-presidente da empresa, Marcelo Hahn, afirma que o resultado reflete uma mudança no “mix” de produtos da Blau.
De acordo com a companhia, o segmento hospitalar foi impactado pelas limitações de capacidade de produção “em algumas classes de medicamentos”.
A Blau deve finalizar, até o fim deste ano, as obras de expansão de capacidade em suas fábricas, com o objetivo de acelerar lançamentos, retomar o crescimento represado “em gargalos na capacidade produtiva” e expandir as vendas na América Latina.
A nova fábrica de Pernambuco terá capacidade triplicada para o crescimento de longo prazo projetado pela diretoria, com entrega gradual das linhas de produção.
A companhia também vai ativar quatro novas linhas no Estado de São Paulo, das quais duas devem ser entregues ainda no quarto trimestre deste ano, e cada uma tem potencial para ampliar o faturamento em cerca de 10%.
Já a divisão de negócios que reúne os segmentos de varejo, estética e plasma somou faturamento de R$ 59 milhões, recuo de 12,3% em relação ao mesmo período do ano passado. De acordo com a companhia, a unidade de estética cresce, apesar de varejo e plasma pressionarem o segmento para baixo.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) somou R$ 122 milhões entre abril e junho, alta de 34%, e resultado mais positivo dos últimos quatro anos. Já a margem Ebitda foi de 26,3%, ganho de 6,7 pontos percentuais em relação ao mesmo intervalo de 2024 e melhor patamar desde o primeiro trimestre de 2023.
“Durante a pandemia tivemos um ‘boom’ de expansão dos negócios, em que o Ebitda da companhia melhorou bastante, mas, agora, fora dessa situação de pandemia nós voltamos a ter um resultado forte de rentabilidade. A busca por anticorpos monoclonais continua de vento em popa”, afirma Hahn ao Valor.
O investimento da companhia no segundo trimestre somou R$ 100 milhões, alta de 44,2% no comparativo anual. Já os investimentos em pesquisa e desenvolvimento recuaram 13,2%, para R$ 44 milhões.
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Fonte: Valor Econômico