O bitcoin (BTC) opera em leve queda e se mantém estagnado em uma faixa de preços que vai dos US$ 105 mil aos US$ 108 mil desde o dia 23. O site “Coindesk” destaca que o índice de volatilidade do bitcoin da Deribit (DVOL) caiu a uma taxa anualizada de 40%, a menor em quase dois anos.
No acumulado do mês, a maior das criptomoedas registra ganhos de 2,8%. Enquanto isso, o ether (ETH), segunda maior moeda digital do mundo em valor de mercado, cai 2,7% no mesmo período.
Do ponto de vista macroeconômico, a semana traz como destaque a divulgação do Relatório de Emprego dos Estados Unidos na sexta-feira (4). Dados de criação de vagas acima do esperado podem ser mal vistos pelos investidores, pois deixariam o Federal Reserve (Fed) receoso de cortar os juros diante de um possível impacto na inflação. Assim, números fracos podem trazer impacto positivo em ativos de renda variável como as criptomoedas.
Perto das 10h56 (horário de Brasília), o bitcoin tem leve baixa de 0,5% em 24 horas, cotado a US$ 107.602 e o ether, moeda digital da rede Ethereum, tem alta de 0,6% a US$ 2.464, conforme dados do CoinGecko. O valor de mercado somado de todas as criptomoedas do mundo atualmente é de US$ 3,43 trilhões. Em reais, o bitcoin apresenta desvalorização de 0,8% a R$ 591.724, de acordo com valores fornecidos pelo Cointrader Monitor.
Entre as altcoins, o XRP, token de pagamentos internacionais da Ripple, tem queda de 0,2% a US$ 2,18. Já a solana apresenta perdas de 0,5% a US$ 150,95 e o BNB (token da Binance Smart Chain) avança 0,5% a US$ 653,53.
Segundo André Franco, CEO da Boost Research, a expectativa no curto prazo é modestamente positiva para as criptomoedas. “Com o fortalecimento do sentimento de risco, queda do dólar e aumento da liquidez global, espera-se que o bitcoin mantenha seu ritmo de alta à medida que investidores buscam diversificação em meio ao otimismo nos mercados de tecnologia, embora estejam atentos aos dados de emprego dos EUA, que podem alterar rapidamente o cenário”, afirma.
Usando análise técnica, Ana de Mattos, analista técnica e trader parceira da Ripio, diz que o preço do bitcoin segue trabalhando dentro da lateralização entre as faixas de preços de US$ 108.750 e US$ 106.400 desde o dia 25 de junho. “Se entrar força compradora rompendo a faixa de preço de US$ 108.750, os próximos alvos de curto e médio prazo estão nas regiões de liquidez dos US$ 109.300 e US$ 111.230”, avalia.
Por outro lado, a analista aponta que caso ocorra reversão do movimento, fazendo com que a lateralização seja rompida para baixo, os suportes de curto e médio prazo estão nas faixas de preços de US$ 105.500 e US$ 94.700.
Nos fundos negociados em bolsa (ETFs) de bitcoin à vista que operam nas bolsas americanas, foi registrado na sexta (27) um saldo líquido positivo de US$ 501,2 milhões. Este foi o décimo quarto pregão consecutivo de fluxo de entrada de capital. Os principais responsáveis pelos depósitos líquidos foram o FBTC, da Fidelity, com US$ 165,5 milhões de excesso de compras de cotas em relação às vendas; o IBIT, da BlackRock, com US$ 153 milhões; e o ARKB, da Ark Invest, com US$ 150,3 milhões.
Entre os ETFs de ether, foi registrado um fluxo positivo de US$ 77,5 milhões. Os alvos da entrada de recursos foram o ETHA, da BlackRock, com US$ 48,1 milhões em depósitos líquidos, e o FETH, da Fidelity, com US$ 28,9 milhões.
Fonte: Valor Econômico


