Por Dow Jones Newswires
11/07/2023 05h02 Atualizado há 5 horas
O vice-presidente de supervisão do Federal Reserve (Fed), Michael Barr, afirmou que decidiu reforçar a “proteção financeira” de bancos maiores, medida que ajudaria a aumentar a resiliência do sistema após uma série de falências de bancos de médio porte. Essa proteção formaria um fundo de emergência caso o banco tenha que lidar com despesas não previstas.
“Os eventos nos últimos meses apenas reforçaram a necessidade de humildade e ceticismo, e de uma abordagem que torne os bancos resilientes a riscos conhecidos e aqueles imprevistos”, disse Barr.
As mudanças, que os reguladores devem propor neste verão, vêm depois do que Barr descreveu como uma revisão holística das exigências de capital dos grandes bancos. De acordo com o plano, os maiores bancos poderiam ser obrigados a manter dois pontos percentuais adicionais de capital, ou US$ 2 adicionais de capital para cada US$ 100 de ativos ponderados pelo risco. A quantidade exata de capital adicional dependerá das atividades de negócios de uma empresa, com os maiores aumentos esperados para os maiores e mais complexos megabancos dos EUA, disse Barr.
O executivo disse que planeja aplicar as regras mais rígidas do Fed a bancos com pelo menos US$ 100 bilhões em ativos, estendendo restrições que atualmente se aplicam apenas às maiores instituições. Isso inclui medidas para encerrar uma prorrogação regulatória que permitiu que alguns bancos de médio porte mascarassem efetivamente as perdas com os títulos que detêm, um fator que contribuiu para o colapso do Silicon Valley Bank.
“Nossa experiência recente mostra que mesmo bancos desse porte podem causar estresse que se espalha para outras instituições e ameaça a estabilidade financeira”, disse Barr. Enquanto os maiores bancos dos EUA emergiram da pandemia com uma sólida situação financeira, Barr sinalizou por meses que acredita que os requisitos de capital deveriam ser maiores.
Fonte: Valor Econômico


