As deficiências de ferro e vitamina B12 podem estar associadas a sintomas inespecíficos e impactar a saúde e a qualidade de vida das mulheres em diferentes fases da vida.
Para apoiar uma abordagem mais integrada dessas condições na prática clínica, o Aché Laboratórios Farmacêuticos e a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) lançam o primeiro protocolo brasileiro dedicado ao tema.
O documento reúne recomendações para diagnóstico, tratamento e acompanhamento das pacientes.
“Este protocolo preenche uma lacuna importante na promoção da saúde da mulher ao oferecer aos médicos uma referência prática e baseada em evidências para o diagnóstico e o tratamento dessas deficiências. Para o Aché, fomentar a geração e a disseminação do conhecimento científico faz parte do nosso compromisso de contribuir para uma prática médica cada vez mais precisa, individualizada e centrada nas necessidades dos pacientes”, afirma o Dr. Stevin Zung, Diretor Médico-Científico do Aché Laboratórios.
“O material foi elaborado por representantes das Comissões Nacionais Especializadas de Ginecologia Endócrina, Aleitamento Materno, Uroginecologia e Cirurgia Vaginal da FEBRASGO, e serve de orientação ao ginecologista obstetra em várias fases da vida da mulher”, comenta a Dra. Maria Celeste Osório Wender, presidente da FEBRASGO.
Deficiências de ferro e vitamina B12
As deficiências de ferro e vitamina B12 estão entre as principais causas de anemia na prática ginecológica, conforme aponta o protocolo elaborado pela Febrasgo, e podem provocar impactos que vão além das alterações hematológicas, como fadiga, redução da capacidade funcional, prejuízo cognitivo e perda de qualidade de vida.
Segundo as estimativas globais da Organização Mundial da Saúde (OMS), 30,7% das mulheres entre 15 e 49 anos viviam com anemia em 2023. A entidade estima ainda que, entre as mulheres em idade reprodutiva, ao menos metade da carga de anemia esteja associada à deficiência de ferro.
Recomendações
O documento aborda as particularidades do período reprodutivo, da gestação, da lactação e da menopausa, além de destacar grupos de maior risco, como mulheres com sangramento uterino aumentado, vegetarianas ou veganas, pacientes submetidas à cirurgia bariátrica, portadoras de doenças gastrointestinais e usuárias crônicas de determinados medicamentos.
Entre os principais avanços está a recomendação de investigar simultaneamente as deficiências de ferro e vitamina B12, que podem coexistir e mascarar alterações laboratoriais, além de reunir parâmetros para diagnóstico e orientações para a individualização do tratamento.
O lançamento foi anunciado ao final de junho, durante o evento científico Tons da Anemia, realizado em São Paulo para mais de 500 ginecologistas de diversos estados do Brasil. A iniciativa integra ações de atualização científica voltadas ao diagnóstico e manejo das anemias na saúde da mulher.
O protocolo está disponível aos associados da Febrasgo no site da entidade. Profissionais não associados também podem acessar o conteúdo por meio da área logada da plataforma CPV Profissionais do Aché.
Fonte: Aché
Foto: Shutterstock
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