Reforma de mansão vira alvo de ação judicial por supostas irregularidades em área tombada no Jardim Paulista

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- IntroduçãoA família Marques, dona da Cimed, enfrenta vizinhos no Jardim Paulista. Uma mansão em reforma gerou ação da AME Jardins por supostas irregularidades urbanísticas e ambientais em área tombada. A polêmica envolve a altura da construção, com novas intervenções proibidas e multa diária.
- Principais Tópicos
- Conflito de vizinhança: Família Marques (Cimed) processada por mansão em reforma no Jardim Paulista.
- Acusações de irregularidades urbanísticas e ambientais em área tombada.
- Ponto central da disputa: Altura da construção e edícula sem recuo, afetando vizinhos.
- Tribunal questiona validade de “habite-se eletrônico” sem análise de patrimônio.
- Obras embargadas: Novas intervenções proibidas sob pena de multa diária de R$ 50 mil.
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Dona da farmacêutica Cimed, a família Marques encara uma disputa com seus vizinhos no coração do Jardim Paulista. Em fase final de reformas, uma das mansões dos empresários rendeu reclamações de moradores, que se incomodaram com a altura da construção. Uma ação civil foi movida pela associação AME Jardins alegando irregularidades urbanísticas e ambientais no imóvel, localizado em zona protegida por tombamento.
“O problema ali é a edícula, que subiu colada no muro, sem recuo”, diz uma fonte envolvida no caso. “Acabou com o sol da piscina na casa de um dos vizinhos.”
No documento, a família sustenta que possui alvarás válidos e que chegou a obter o chamado “habite-se eletrônico” emitido pela Prefeitura. Mas o tribunal ressaltou que esse tipo de documento pode ser concedido sem vistoria presencial e não substitui a análise dos órgãos de patrimônio, especialmente em áreas tombadas.
“A altura da edificação não ultrapassa o limite de dez metros, diferentemente de outros imóveis vizinhos, que contam com rooftop”, rebate a família em nota enviada à coluna. “A reforma promovida no imóvel observa os padrões construtivos do bairro.”

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Para quem passa em frente, pode-se dizer que segue também os padrões da estética kitsch. Em uma rua pacata próxima à Avenida Brasil, muros enormes cobrem uma fachada simétrica com ares de palacete, tudo adornado por balaustradas e colunas iguais às de templos romanos.
Embora o local já esteja sendo usado e as obras quase concluídas, novas intervenções estão proibidas até que o caso seja julgado, sob pena de multa diária de R$ 50 mil, limitada a R$ 5 milhões.
Quem é a família por trás da Cimed
No comando de João Adibe Marques, presidente e CEO, e sua irmã Karla Marques Felmanas, vice-presidente, a Cimed é detentora de marcas como Lavitan e a popular linha de hidratantes labiais Carmed. Juntos, eles lideram a estratégia de crescimento da companhia, conhecida pelo forte marketing direcionado à geração Z.
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A família também prepara a entrada da terceira geração no negócio: Adibe Marques, filho de João Adibe, já participa da empresa, e mais sete membros estão em cargos estratégicos.
Fonte: VEJA SÃO PAULO