Hypera Recusa de Forma Veemente Proposta de Fusão da EMS

Hypera Recusa de Forma Veemente Proposta de Fusão da EMSA farmacêutica cita três principais razões para a rejeição veemente. A primeira é que o portfólio de produtos da EMS, com grande foco em medicamentos genéricos, não tem sinergia com segmentos que a Hypera vê como estratégicos.

Além disso, a cultura organizacional e práticas de governança corporativas distintas foram colocadas em pauta, sendo a Hypera uma companhia aberta desde 2008 e a EMS uma empresa familiar.

Por fim, o conselho acredita que a EMS subestimou “significativamente” o valor da companhia.

Quem é João Alves de Queiroz Filho, o Júnior, bilionário e fundador da Hypera

Discreto, mas dono de um império que mistura medicamentos, telecomunicações e até imprensa. O empresário bilionário João Alves de Queiroz Filho, conhecido como Júnior, evita entrevistas, ser fotografado ou sair nas capas de revista. Mas ele construiu ao longo do tempo uma gigante no setor de medicamentos, a Hypera, com alguns dos jingles mais marcantes da publicidade brasileira.

A Hypera (HYPE3), afinal, é dona de Benegrip, Doril e outros medicamentos de prateleira, que não exigem receita médica. Ela é forte neste segmento, uma das razões pelas quais Júnior negou a oferta de fusão da EMS. O bilionário é conhecido no mercado por fazer investimentos na hora adequada e nas empresas certas.

Hypera chega a cair 7% após recusar oferta da EMS, mas fecha em alta: o que esperar?

Para o BBI, as expectativas devem se voltar para uma potencial melhora na oferta, o que acredita que faria sentido dado o grande espaço para sinergias e melhorias em sua estrutura de capital (a EMS também não tem dívida).

Antes disso, conforme BBI, a EMS pode comprar mais ações da Hypera no mercado (ela detinha 3% da HYPE3 de acordo com uma reportagem do jornalista Lauro Jardim em 15 de setembro), visando (i) aumentar as chances de aprovação em um caso em que os acionistas são chamados a votar em uma nova proposta, e (ii) melhorar os termos, dado que a EMS terá apreendido uma parte maior das sinergias.

O Itaú BBA comenta que a proposta ainda está sujeita à votação de outros acionistas, mas o acordo exigiria a aprovação da maioria dos acionistas para prosseguir. Diante disso, considerando que os acionistas de referência detêm uma participação de 48%, o consenso de mercado acredita a aprovação do acordo não é tão provável.