Oncoclínicas: a proposta recusada e as outras transações na mesa

Um outro proponente tinha tentado o acordo fechado pelo banco Master com os controladores da Oncoclínicas. Carlos Sanchez, o dono da farmacêutica EMS, começou a montar posição na empresa como acionista, afirmam fontes com conhecimento do assunto, e chegou a colocar preço como investidor principal de um aumento de capital — mas não bateu o prêmio sobre tela oferecido por Daniel Vorcaro.

Quem também não ficou muito satisfeito foi Nelson Tanure, empresário que havia abordado o fundador da Oncoclínicas, Bruno Ferrari, e o Goldman Sachs há dois anos para tentar negócio, mas sem avanço. No mercado, desde que a transação com Master foi anunciada, especula-se se Tanure estaria envolvido nesta operação e ainda que um próximo passo seria uma fusão com Alliança. Duas fontes diretamente envolvidas no negócio rechaçam as duas teorias: asseguram que não há capital de Tanure envolvido e nem desenho com sua empresa de saúde.

Mas há outras operações em curso envolvendo a Oncoclínicas, apurou o

Corte de gastos na Pfizer superará R$ 7 bilhões até 2027

As primeiras medidas, focadas na eficiência operacional, começarão a ser aplicadas já em 2025. Só que essa etapa inicial não será apenas sobre economia.

Como haverá desligamentos de colaboradores e implementações, a Pfizer estima um aporte de US$ 1,7 bilhão (cerca de R$ 8,7 bilhões).
Vendo seu lucro em 2023 cair a menos de 10% do que foi registrado em 2022 e suas receitas caírem quase pela metade no mesmo período, a Pfizer decidiu que era o momento de apertar o cinto para voltar aos trilhos.

Segundo a farmacêutica, a crise atual se deve exclusivamente a queda na venda de produtos ligados à Covid-19, que foram o grande motor dos resultados no ano retrasado.

Reputação da indústria farmacêutica está em queda, diz pesquisa

Pesquisa anual da Patient View, que analisa a reputação da indústria farmacêutica, revela queda no setor pela primeira vez após a pandemia. Essa é a 13° edição do levantamento, que aponta a redução no financiamento de grupos de pacientes como principal foco de rejeição.

Os entrevistados foram questionados quanto ao desempenho das companhias durante o ano de 2023 e o início de 2024. Mais de 2,5 mil pacientes de 106 países forneceram seus feedbacks.

A comparação dos dois últimos anos apresenta resultados que variam de acordo com os países. Os índices satisfação “excelente” ou “boa” caíram 12% na Argentina e 8% no México, enquanto na Colômbia e Brasil registraram um aumento de 8% e 6%.

Austrália, Estados Unidos e diversos países europeus também registraram queda na satisfação. O desempenho global das farmacêuticas caiu 3% de acordo com a pesquisa, caindo de 60% em 2022 para 57% em 2023.

Incêndio na Novo Nordisk mobiliza 100 bombeiros

Essa ocorrência acontece pouco menos de uma semana depois de outro incêndio atingir uma área em construção da Novo Nordisk.

Na ocasião, a planta em Kalundborg, a 110 quilômetros de distância da capital dinamarquesa, foi a afetada.

Apesar de o acidente ser próximo de uma área produtiva, não houve impacto na fabricação de medicamentos.

Pfizer ganha em disputa por patente com a AstraZeneca

A disputa por patente envolvendo o medicamento contra o câncer de pulmão Tagrisso, da AstraZeneca, chegou ao fim. Só que o desfecho foi negativo para a farmacêutica britânica. As informações são do Pharmaceutical Technology.

O laboratório terá que pagar US$ 107,5 milhões (cerca de R$ 547,4 milhões) à Pfizer, uma vez que o Tribunal Distrital dos EUA entendeu que a companhia infringiu a patente pertencente aos reclamantes e atualmente licenciada à Puma Biotechnology.

Segundo um porta-voz da AstraZeneca, a empresa defenderá “vigorosamente” seus direitos e está “confiante na propriedade intelectual” da terapia.

Venda de genéricos lidera transações no atacado farmacêutico

A venda de genéricos supera as demais classes de medicamentos e assume o posto de maior fonte de transações no atacado farmacêutico. É o caso das 19 distribuidoras associadas à Rede Integração Farma.

A categoria atingiu a marca de 32% em representatividade nas vendas, enquanto medicamentos de trade registram 30,8% das transações. Marcas próprias e exclusivos completam o ranking, com 10,8% e 4% respectivamente.

“Os genéricos vêm se mostrando um segmento muito aderente ao perfil do consumidor brasileiro. Com isso, tornam-se fontes estratégicas de receita especialmente para as farmácias regionais atendidas pelas nossas associadas”, endossa Geraldo Monteiro, diretor executivo da rede:

A Integração Farma tem capilaridade nacional e está presente em 76% dos municípios do país, cobrindo 40% das farmácias brasileiras.