Com crescimento fraco, mapa do consumo nacional tem rearranjo
Mercado deve ter menor taxa de expansão desde 2020; estimativa é de alta real de 2,5% nos desembolsos com produtos e serviços sobre 2023
Mercado deve ter menor taxa de expansão desde 2020; estimativa é de alta real de 2,5% nos desembolsos com produtos e serviços sobre 2023
Tributo será aplicado inclusive sobre produtos que já foram comprados mas ainda não tiverem entrado no país até a sanção, prevista para ocorrer ainda nesta semana
Neobanco encerrou dia com um valor de mercado de R$ 297 bilhões, à frente dos R$ 288,5 bilhões do Itaú
O grupo paulista Supley pode mudar de dono. A companhia contratou o banco Itaú BBA para assessorá-la em conversas com potenciais compradores, apurou o Pipeline. A transação pode ser total ou parcial, segundo fontes. A empresa nega.
Dono das marcas Probiótica, Dr. Peanut e Max Titanium, o Supley está entre os líderes de venda de whey protein e creatina no mercado brasileiro e também avançou na categoria de pasta de amendoim com a aquisição de uma empresa curitibana no ano passado.
As conversas têm sido feitas com fundos, empresas de alimentos e também com farmacêuticas que querem aumentar a presença no segmento ligado à rotina saudável, para chegar ao público que pratica esportes. Uma das empresas que avaliaram o negócio foi a Cimed, grupo farmacêutico da família Marques, que teria achado o negócio caro.
Senor Abravanel, mais conhecido como Sílvio Santos, de 93 anos, está prestes a concluir mais uma etapa da transferência de seus bens para suas filhas e esposa. Nesta semana, o empresário assinará a venda de 50% da Jequiti Cosméticos para a CIMED, empresa de capital aberto que, em breve, revelará ao mercado financeiro os detalhes da transação. A informação foi revelada por Ricardo Feltrin, jornalista aposentado do UOL e Folha de São Paulo e mantém um canal no YouTube.
Agora, de acordo com informações exclusivas concedidas ao do jornalista Ricardo Feltrin, a Jequiti vendeu 50% das suas ações a rede Cimed, uma das maiores empresas farmacêuticas do país.
Seu nome certamente chocou, afinal de contas, a nova dona da metade dos negócios da Jequiti está ativa no mercado desde 1947 e faturando cerca de R$ 2 bilhões por ano.
Ainda de acordo com Feltrin, o valor da transação não foi revelado, porém as negociações iniciaram ainda no ano de 2023.
Segundo as fontes do jornalista, ao que parece, a Cimed queria comprar a totalidade da Jequiti, porém essa negociação não foi possível.
Vale mencionar que a Cimed ainda insiste com uma vultosa proposta. Inclusive, a Jequiti já foi alvo para compra de outras empresas, como a Boticário, por exemplo.
Com foco em aumentar a sua participação em OTC e não tarjados, a farmacêutica EMS relança a marca Gelmax. O objetivo é ganhar espaço na categoria de antiácidos, já consolidada, com players fortes e que movimenta R$ 1 bilhão, com crescimento de dois dígitos em 2023, segundo o IQVIA.
Sob seu comando, o faturamento da companhia no Brasil saltou de R$ 2,4 bilhões em 2021 para R$ 4,5 bilhões em 2023. A cifra exclui os negócios, de valor não divulgado, com o Sistema Único de Saúde (SUS), que compra grande parte da insulina produzida na fábrica de Montes Claros, em Minas Gerais, e também um medicamento para hemofilia. Como no restante do mundo, a receita foi impulsionada pela explosão na procura pelo Ozempic, medicamento para diabetes que vem sendo usado para perda de peso. O Wegovy, com o mesmo princípio ativo e oficialmente indicado para obesidade, chegará ao Brasil no segundo semestre.
Para conquistar o cargo, depois de ter deixado a vice-presidência de novos canais do Grupo Boticário, contou com a ajuda da irmã endocrinologista. “Ela me explicou como funcionam as diferentes insulinas para que eu me preparasse para o processo seletivo. Já no novo posto, seu currículo atípico trouxe vantagens. “Acho que pude contribuir com minha experiência na área de consumo, com um olhar mais focado no cliente”, diz. Com ela, a companhia lançou, por exemplo, o portal da empresa dirigido a médicos, com cursos, vídeos, artigos científicos e dados de pesquisa.
O segredo dessas companhias longevas, dizem seus administradores, está em entender que inovação e diversificação não são contrários à tradição
Ter o crescimento no horizonte é uma estratégia que vale tanto para marcas que disputam espaço nas prateleiras quanto para os donos delas. No varejo, escala faz diferença. Fundada na cidade do Rio há 132 anos, a Drogaria Pacheco abriu as portas pela primeira vez na Rua dos Andradas, no Centro — em funcionamento até hoje, com características da época preservadas.
De lá para cá, acelerou o crescimento com a fusão com a Drogaria São Paulo e hoje está em nove estados. Ao longo dessa trajetória, viu duas pandemias e duas grandes guerras que abalaram cadeias de produção e logísticas do planeta, bem como atravessou crises internas e períodos de inflação alta.
Para Jonas Laurindvicius, CEO da rede, ter muito tempo na praça faz diferença, mas é preciso se adaptar às mudanças nas relações de consumo. “Nossas lojas sempre foram espaços de confiança e acolhimento. Nós nos mantivemos
atualizados e acompanhando a evolução dos nossos clientes. Investimos muito para estarmos presentes onde e quando o cliente precisar, na loja física, no site ou no app.”
Muitas vezes novas tendências forçam um reposicionamento. É o que aconteceu com a Droga Raia, que já contava 106 anos quando se uniu à Drogasil em 2011 para formar a RD Saúde, que hoje soma 1.400 unidades no país. As lojas se transformaram no que a empresa chama de hubs de saúde, onde não há só medicamentos, mas também itens de perfumaria e serviços como exames e aplicação de vacinas.
“Décadas atrás, o farmacêutico era talvez um agente de saúde de alta relevância para o público. Ao longo de décadas, o modelo de negócio das drogarias foi se aproximando mais do comércio. Os hubs resgatam a origem do papel da farmácia. Estamos próximos da população”, diz Marcello De Zagottis, vice-presidente de Marketing da RD Saúde.
Quem vê o design moderno das lojas da rede hoje não imagina que a primeira delas, a Pharmacia Raia, foi aberta em agosto de 1905 em Araraquara (SP) pelo imigrante italiano que deu nome à empresa: o farmacêutico João Baptista Raia.
Como é possível um reajuste de um plano de saúde mais de cinco vezes acima da inflação?