Família Bueno garante aporte de R$ 1,5 bi na Dasa

A família Bueno, controladora da Dasa, está colocando mais R$ 1,5 bilhão no caixa da companhia a fim de reduzir a alavancagem que bateu em 4,2 vezes o Ebitda no primeiro trimestre, ou seja, acima do limite acordado com os credores. Com a entrada dos recursos, o múltiplo cai para 3,5 vezes.

A transação contempla um futuro aumento de capital quando houver anúncio de entrada de novos recursos como, por exemplo, a venda de ativos, cuja transação precisa ter um valor equivalente a uma redução de pelo menos R$ 2,5 bilhões na dívida líquida.

Segundo o Valor apurou, uma das possibilidades na mesa da Dasa é a venda de uma fatia minoritária do seu negócio de medicina diagnóstica para um grupo internacional que atua nesse mesmo mercado. A rede de laboratórios de medicina da Dasa é a maior do país, com receita de R$ 7,5 bilhões, em 2023, e cerca de 1 mil unidades distribuídas no país, com marcas como Delboni Auriemo, Alta Diagnóstica, Sergio Franco, SalomãoZoppi, entre outras bandeiras. Há alguns anos, grupos americanos como Quest e LabCorp olharam laboratórios brasileiros, mas as conversas não avançaram.

Ainda, segundo fontes, a companhia também está em conversas para operações de “sales and leaseback” (transação casada de venda e locação do imóvel ao antigo proprietário). Hoje, parte relevante dos imóveis pertence à família Bueno. Essa já tem sido uma estratégia usada e foi uma das formas que a companhia irrigou seu caixa ano passado.

Mesmo que nenhuma transação de entrada de novos recursos seja concluída até 31 de dezembro deste ano, os controladores vão fazer o aumento de capital permitindo que os minoritários acompanhem a operação para evitar diluição, considerando a média do valor da ação nos 60 pregões pós anúncio.

Diretora executiva da Cimed fala sobre liderança humanizada na Acipi

O 113º Encontro da Mulher Empresária da Acipi (Associação Comercial e Industrial de Piracicaba) recebe palestra gratuita e exclusiva com Verônica Coelho, diretora executiva de Recursos Humanos da Cimed, na próxima quarta-feira (dia 22), às 19 horas. O tema será Liderança Humanizada, uma abordagem que tem ganhado cada vez mais relevância no mundo corporativo contemporâneo. Além de oferecer insights valiosos sobre esse conceito, a palestra também promove uma ação solidária ao solicitar dos participantes como ingresso solidário a doação de um pacote de fralda geriátrica G ou EXG, destinada ao Fundo Social de Solidariedade de Piracicaba (Fussp).

Verônica é pós-graduada em Gestão Estratégica em Recursos Humanos pela FGV (2003) e Gestão de Negócios e Pessoas na Fundação Dom Cabral (2012). Executiva na área de Recursos Humanos com mais de 20 anos de experiência, passou por empresas como BTG Pactual, JBS e atualmente ocupa a posição de Diretora Executiva de Recursos Humanos na Cimed. Possui habilidades que incluem planejamento estratégico, finanças, estratégia de negócios e marketing.

CEO da Cimed vai anunciar nova fábrica em Minas Gerais

Nos Estados Unidos, onde João Adibe, CEO da Cimed se encontrou com o governador Romeu Zema e empresários que participam de uma missão oficial nos EUA em busca de investimentos para o Estado, o executivo falou sobre os novos planos para Minas Gerais da terceira maior indústria farmacêutica do país em volume de vendas.

O encontro ocorreu durante a Brazilian Week, em Nova York, evento que envolve empresários, políticos e autoridades brasileiras para discutir cenários econômicos do Brasil e do exterior.

“Além de expandir a nossa estrutura já existente (em Minas Gerais), vamos ter uma nova operação no Estado em um local que será definido nos próximos dias. Essa iniciativa tem como principal objetivo trazer mais crescimento e agilidade ao nosso processo”, explicou o CEO da Cimed.

No encontro, o CEO do grupo farmacêutico ressaltou que a iniciativa prevê a expansão da planta fabril da Cimed – que já conta com duas unidades em Pouso Alegre, no Sul de Minas.

“Essa iniciativa reforça a nossa aliança e compromisso de longa data com o Estado de Minas Gerais, que começou há mais de duas décadas na implementação da nossa primeira planta fabril em Pouso Alegre. No ano passado, inauguramos mais uma unidade nessa mesma cidade”, afirmou Adibe.

VP da Cimed descreve visão de negócio para empresa familiar

A Cimed começou como uma empresa familiar há mais de quatro décadas, e se mantém assim até hoje. No entanto, Karla Marques Felmanas, vice-presidente da farmacêutica, afirma, em entrevista ao No Lucro, da CNN, que dentro da empresa não existe distinção entre família e funcionários.

“A Cimed é muito maior que qualquer outra coisa, a empresa hoje está acima da família”, disse Karla.

Os três filhos já adultos de Karla – Juliana, Eduardo e Pedro – atuam em diferentes áreas da empresa da família, que ocupa o posto de terceira maior indústria farmacêutica do Brasil.

Segundo a vice-presidente, os filhos não recebem tratamento especial dentro da farmacêutica e são cobrados igualmente, assim como seus pais, os fundadores da Cimed, fizeram com ela e o irmão João Adibe, atual CEO.