No caso da gripe por influenza, o governo gaúcho anunciou que pretende vacinar até segunda (20) toda a população em abrigos que ainda não foi imunizada neste ano.
Já para o VSR, há um medicamento indicado para a prevenção do vírus em bebês que está aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) desde outubro de 2023, mas que ainda não está disponível no mercado.
Trata-se do Beyfortus (nirsevimabe), da Sanofi, um anticorpo monoclonal, ou seja, uma proteína produzida em laboratório que imita a capacidade do sistema imunológico de combater o vírus.
Atualmente, o SUS já oferece o palivizumabe, da Astrazeneca, indicado somente para quadros graves de infecções respiratórias, com alto risco de hospitalização. Uma revisão da Sociedade Brasileira de Pediatria concluiu que o nirsevimab é mais eficaz na imunoprofilaxia (processos de prevenção) contra o VSR.
No mês passado, a Anvisa também aprovou o registro da vacina Abrysvo, da Pfizer, destinada a grávidas no segundo ou terceiro semestre de gestação para proteção do recém-nascido. No entanto, a vacina também não está no mercado brasileiro.
Há uma outra vacina aprovada no país contra o VSR, da GlaxoSmithKline, mas só para prevenir a doença respiratória em pessoas acima de 60 anos.
Em mensagem encaminhada às farmacêuticas Sanofi e Pfizer, Mariana González de Oliveira, professora de medicina neonatal da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre e Lucia Pellanda, reitora da universidade, solicitam a doação urgente da vacina e do imunobiológico para serem ofertados aos abrigados pelas enchentes.