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Dezenas de servidores das instituições federais de ensino protestam por reajuste salarial em frente à fábrica de biomedicamentos Biomm, em Nova Lima.
Na manhã desta sexta-feira (26/4), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é aguardado no local para inauguração de uma planta industrial que retomará a produção de insulina glargina no país.
Os professores estão em greve desde a semana passada e o servidores, desde março. Eles reivindicam melhorias na proposta salarial apresentada pelo Ministério da Educação que não prevê reajuste este ano.
Os servidores carregam faixas pedindo negociação e valorização dos profissionais da educação, mas também aproveitam o protesto para responder a provocação da oposição que nas redes sociais pedem aos grevistas que façam o L.
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O presidente participou da cerimônia de inauguração da fábrica de insulina da Biomm, que tem como um dos sócios o ex-ministro do seu governo Walfrido dos Mares Guia. O ex-ministro falou por 40 minutos sobre a história da empresa.
Lula se emocionou durante o discurso, ao citar a bisneta Analua, de 7 anos de idade, que tem diabetes.
“Isso aqui é mais do que a inauguração de uma fábrica, é a consolidação de um sonho”, afirmou Lula.
O presidente afirmou que um país soberano precisa de uma indústria nacional forte e que o papel do Estado é alavancar oportunidades. “A gente tem que produzir aquilo que falta no país “, afirmou Lula.
Durante o evento, a Biomm assinará com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) um protocolo de intenções para desenvolver um programa de cooperação mútua, voltado para plataformas de produção de medicamentos para o tratamento de doenças metabólicas.
O objetivo é desenvolver projetos alinhados com políticas de fortalecimento do setor de saúde e de maior autonomia na produção de medicamentos para o Sistema Único de Saúde (SUS).
Entre as prioridades estão o desenvolvimento e produção de insulinas e seus análogos, inteligência artificial para monitoramento da diabetes, desenvolvimento de testes para diagnóstico e tratamento de úlceras no pé diabético, desenvolvimento de dispositivos médicos e biomateriais.
Recentemente, a Biomm fechou uma parceria com a farmacêutica indiana Biocon para distribuir no Brasil um similar do medicamento Ozempic, da Novo Nordisk. O medicamento tem como princípio ativo a semaglutida, que pertence à classe de medicamentos análogos ao hormônio GLP-1, atuando atua na regulação da glicemia e do apetite.
A Novo Nordisk tem direito de exclusividade sobre semaglutida até expirar a patente do produto, em 17 de julho de 2026. A partir daí, outros fabricantes poderão produzir similares com o mesmo princípio ativo.
Os medicamentos da classe GLP-1 incluem a semaglutida e a liraglutida. No Brasil, o mercado desses medicamentos é estimado em R$ 4 bilhões pela IQVIA, sendo que a semaglutida movimenta R$ 3,1 bilhões por ano. Nos últimos dois anos, as vendas do medicamento cresceram 39% ao ano no país.
A nova planta industrial está adequada à produção da semaglutida futuramente. Em um primeiro momento, o medicamento será importado da Índia.
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Uma nova fábrica da farmacêutica Biomm foi inaugurada nesta sexta-feira (26), em Nova Lima (MG), a cerca de 22 quilômetros da capital Belo Horizonte.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a ministra Nísia Trindade, da Saúde, estiveram presentes na cerimônia de inauguração. A sede irá retomar a produção nacional de insulina, insumo necessário para o tratamento de diabetes.
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Entre 1999 e 2002, havia uma vacina para a doença de carrapato disponível nos Estados Unidos. O medicamento, chamado Lymerix, foi aprovado pela FDA (agência que regulamenta alimentos e medicamentos nos Estados Unidos) em 1998, após ensaios clínicos o considerarem seguro e eficaz para prevenir infecções causadas por bactérias que causam a doença de Lyme. A vacina foi indicada para pessoas entre 15 e 70 anos que viviam ou trabalhavam em áreas onde a enfermidade era comum.
Logo após o início da vacinação, surgiram relatos de efeitos colaterais, principalmente sintomas de artrite. Autoridades federais de saúde “analisaram cuidadosamente” os dados e não encontraram evidências de que a vacina fosse insegura, explica Erol Fikrig, especialista em doenças infecciosas da Escola de Medicina de Yale, que esteve envolvido no desenvolvimento do medicamento.
Mas o estrago já estava feito. As vendas do imunizante despencaram e, em 2002, a GSK, que fabricava o medicamento, retirou-o do mercado.
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