Estamos preparados para a próxima pandemia? OMS quer tratado para crises globais de saúde

A pandemia de covid-19 trouxe para governos e entidades internacionais a noção de que o mundo precisa se preparar para a nova pandemia. Para isso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) formou um grupo multidisciplinar global sobre a “Doença X” — nome dado a uma patologia ainda desconhecida que será a próxima pandemia —, que visa criar um tratado internacional para garantir maior troca de informações entre governos, organismos internacionais e empresas. Mas a proposta enfrenta resistências.

Nas negociações que acontecem tanto online quanto de maneira presencial, países mais pobres cobram de nações ricas e de empresas farmacêuticas maiores esforços para compartilhar informações e medicamentos.

Países da América Latina, Ásia e África também pressionam pela criação de regras claras para a detecção e compartilhamento de patógenos, medida que vem sendo criticada pelo setor farmacêutico.

Pela proposta, empresas fabricantes de medicamentos ajudariam a financiar um banco de dados para acompanhar a identificação de novos patógenos, o que por sua vez aceleraria o desenvolvimento de novas vacinas, porém o setor questiona a ideia. A alegação é que a medida excluiria da iniciativa empresas que não ajudassem no financiamento das pesquisas, afetando o desenvolvimento de novos medicamentos.

Há também o receio de que a iniciativa possa afetar o controle das propriedades intelectuais de medicamentos exclusivos desenvolvidos pelos laboratórios. A indústria farmacêutica propõe que ao invés da criação de um banco de dados compartilhado, que a troca de informações entre o setor seja feita de maneira voluntária e que sejam firmados compromissos de alocação de recursos para organismos internacionais que distribuem medicamentos pelo mundo.

Como o exercício físico fortalece o seu cérebro

Começa com os músculos. Quando nos exercitamos, eles liberam moléculas que viajam pelo sangue até o cérebro. Algumas, como um hormônio chamado irisina, têm qualidades “neuroprotetoras” e estão ligadas aos benefícios para a saúde cognitiva do exercício, disse Christiane Wrann, professora associada de medicina no Hospital Geral de Massachusetts e na Escola de Medicina de Harvard, que estuda a irisina. (Wrann também é consultora de uma empresa farmacêutica, Aevum Therapeutics, que espera aproveitar os efeitos da irisina em um medicamento.)

Calvície: Teste genético promete ajudar diagnóstico

Esses testes avaliam a disponibilidade dos genes causadores da alopecia no paciente e se há predisposição para doenças capilares, segundo Thalita Rodrigues, médica tricologista e conselheira da ABT (Academia Brasileira de Tricologia). “Assim conseguimos direcionar melhor o tratamento do paciente com essa pré-disposição para que seja mais assertivo”, explica.

Apesar de a alopécia ser uma doença crônica, é possível estagnar o processo. “O teste não vai evitar que o paciente desenvolva a doença, mas ela não evolui tanto se ele fizer com que essa manifestação seja mais tardia”, diz.
Um dos principais e mais populares tratamentos utilizados para tratar a alopecia androgenética consiste no uso do medicamento minoxidil, que surgiu como um medicamento para hipertensão.

Canabidiol deve chegar ao SUS em maio em SP

A distribuição de extrato de canabidiol pelo SUS (Sistema Único de Saúde) em São Paulo deve ter início em maio, de acordo com previsão do governo estadual. O medicamento feito a partir da Cannabis sativa será destinado a pacientes de três condições de saúde raras, marcadas por graves crises epiléticas resistentes aos tratamentos convencionais: síndrome de Dravet, síndrome de Lennox-Gasteau e complexo da esclerose tuberosa.

O grupo técnico da Secretaria de Estado da Saúde, responsável pela implementação da política, finalizou recentemente o protocolo com as diretrizes terapêuticas para fornecimento dos produtos. A partir da publicação do documento, prevista para as próximas semanas, pacientes poderão solicitar o medicamento.