Cogtive levanta R$ 10M com Indicator para impulsionar IA na manufatura

A tecnologia da startup otimiza a capacidade de gestão das equipes de produção e eficiência operacional em indústrias de manufatura de diferentes portes e níveis de maturidade, através da utilização de IA e digital twin para analisar processos e reduzir gargalos no chão de fábrica.
De acordo com a startup, a plataforma atende desde companhias iniciantes na jornada digital, que ainda não coletam dados, até as que já possuem ferramentas mais avançadas e maior governança industrial, como é o caso da Apsen Farmacêutica e a Ourofino Saúde Animal, duas clientes da startup.

Segundo destaca a companhia, a partir do cruzamento de dados, a solução permite ter uma visão completa do ‘chão de fábrica’, analisando a eficiência das máquinas individualmente e garantindo o entendimento de todas as áreas do fluxo de produção. Por exemplo, a Apsen conseguiu reduzir em 46% o tempo de fabricação dos seus produtos e a Ourofino aumentou em 29% a performance média dos seus equipamentos.

Farmacêuticas brasileiras detém 60% do mercado nacional

A fabricante que mais vendeu nas farmácias nos 12 meses até novembro do ano passado foi a Eurofarma, que registrou R$ 6,3 bilhões. Na sequência, vem a EMS, com R$ 5,8 bilhões movimentados no varejo farmacêutico. O Aché aparece pouco atrás, com vendas na casa dos R$ 5,4 bilhões no período.

Especialistas da indústria farmacêutica acreditam que as brasileiras tendem a evoluir ainda mais nos próximos anos, em razão de um claro movimento das multinacionais – cuja estratégia tem sido a de abrir mão dos produtos maduros em prol do investimento em medicamentos inovadores.

“E com mais fôlego para crescer, os laboratórios com origem no país vêm reforçando participação de mercado”, destaca o presidente executivo do Grupo FarmaBrasil, Reginaldo Arcuri.
Com um montante 25,72% maior até novembro de 2023, a Germed Pharma foi a que mais cresceu dentre as farmacêuticas brasileiras. Na sequência, vem a Prati-Donaduzzi (20,62%) e Cimed (16,66%).

Já na ponta oposta, apenas a Legrand apresentou uma retração, que nem foi tão grande assim, apenas 0,52%.

Parceria com grandes marcas e entrada em novos mercados: os segredos de inovação de Karla Marques Felmanas, VP da Cimed

Karla Marques Felmanas, vice-presidente da Cimed, descobriu há tempos o poder do TikTok para os negócios. Com cerca de 655 mil seguidoresna rede social chinesa (e 1,1 milhão no Instagram),fez das redes sociais uma espécie de segunda casa online, onde compartilha os bastidores da empresa – hoje a terceira maior farmacêutica em volume de vendas no país.

“As pessoas tem que parar de ter preconceito com o TikTok”, diz a executiva. “É uma plataforma muito inteligente, sou hard user e adoro. O algoritmo entrega assuntos do mundo inteiro de forma orgânica. E, se você tiver expertise, traz resultados para os negócios de maneira muito rápida”, avalia Karla, em entrevista exclusiva à Época NEGÓCIOS.

A vice-presidente mantinha os perfis fechados até 2021, quando resolveu torná-los públicos a conselho de uma amiga. “Não sou influencer, minha presença online vem crescendo organicamente”, relata. “A Karla nas redes é a Karla do dia a dia, e o público que me acompanha sabe disso”, diz.

O poder da rede criada pela chinesa Byte Dance é inegável — 41% dos usuários brasileiros gostam de utilizar o TikTok para acompanhar os vídeos de marcas e empresas que gostam, segundo pesquisa da consultoria OpinionBox. Além disso, 53% dos usuários gostariam que as marcas utilizassem mais o TikTok, e 75% concordaram que a rede é capaz de aproximar pessoas e empresas.

O amarelo, cor característica da Cimed, está presente em boa parte dos posts de Karla, que compartilha idas ao complexo fabril em Pouso Alegre (MG), testes de novos produtos e conteúdos mais descontraídos, alguns deles com os filhos — são três, que também trabalham na empresa. “Não tenho medo da exposição, mas sempre tive e continuo tendo cuidado com a minha família. Se eles ficarem desconfortáveis com algo, apago na hora”, conta.

Bala ou hidratante labial? Carmed Fini bomba nas redes e faturamento dispara mais de 1.500%

Linha de produtos vendeu R$ 400 milhões em 2023; conheça outras marcas que também aderiram às chamadas collabs

Quem acompanha o mundo dos cosméticos, com certeza já ouviu falar do Carmed Fini. O hidratante labial da Cimed em parceria com a marca de doces virou febre nas redes sociais, e traz à luz o sucesso das chamadas collabs (colaboração, em tradução livre) entre empresas do setor de alimentos e de beleza.

A parceria foi anunciada em 24 de maio do ano passado, mas o produto se tornou um sucesso no TikTok antes mesmo de chegar às prateleiras — e isso aconteceu após a vice-presidente da Cimed, Karla Felmanas, postar um vídeo na rede social mostrando os hidratantes sabor Beijo sendo produzidos. A publicação viralizou e acumula 4,3 milhões de visualizações.

Para o lançamento do Carmed Fini, a Cimed preparou um estoque equivalente à previsão de vendas para até quatro meses. Mas após 15 dias de vendas, o produto esgotou.

“Foi uma correria gigantesca para a gente consegui ir atrás de fornecedores de bisnaga que conseguissem nos atender. O próprio aroma quem nos fornecia era Fini. Então, eles também não tinham o aroma disponível para a gente conseguir fabricar o volume de vendas que estava acontecendo. Acho que só deu certo porque foi um uma turma de gente que entrou junto para fazer dar certo”, relembra Karla.

E o resultado surpreendeu: em 2023, a Cimed faturou R$ 400 milhões somente com os produtos Carmed — alta de 1.566% em relação aos R$ 24 milhões registrados no ano anterior.

‘O que é engraçado é que de fato virei uma pessoa famosa’

Karla Marques Felmanas poderia ser facilmente confundida como uma influencer. Com 1,2 milhões de seguidores no Instagram, ela costuma aparecer em suas postagens bem-vestida em locais deslumbrantes. Mas engana-se quem pensa que Karla ganha a vida só mostrando seu dia a dia. A executiva é vice-presidente do grupo farmacêutico Cimed, que comanda ao lado do irmão, João Adibe. Na empresa familiar desde os 17 anos, Karla enxergou nas redes sociais uma forma de dar uma cara à Cimed e a estratégia, segundo ela, deu certo. “A entrada mais forte no Instagram acabou impulsionando um grande case de sucesso da Cimed, que é o Carmed Fini. Eu acabei sendo meio que uma garota propaganda do próprio produto”, diz à repórter Marcela Paes. Agora, Karla mostra ainda mais no livro Oi, Tchurma, que lança ainda este mês. Nele, a empresária reúne os pensamentos e as experiências mais definitivas de sua vida. Leia abaixo a entrevista.

Caixa recusa proposta ‘inviável’ do Corinthians para quitar o financiamento da arena

A proposta apresentada era baseada em duas fontes de receitas. Primeiro, o clube pretendia repassar para o banco o dinheiro recebido da Hypera Pharma no contrato de naming rights da arena. Além disso, a oferta previa, ainda, créditos que seriam adquiridos em contratos de FCVS (Fundo de Compensação de Variações Salariais), que são como títulos de dívidas do Governo que a própria Caixa, gestora do Tesouro Nacional.

A ideia do clube era comprar esses títulos junto a empresas e repassar para o banco, na teoria, anulando o valor que era devido.

Na resposta enviada ao Corinthians, o banco explicou que não poderia aceitar o dinheiro do contrato com a Hypera porque o crédito não pertence formalmente ao clube, mas sim ao Arena Fundo de Investimentos, que atualmente é de propriedade do clube, e responsável pelo pagamento do financiamento.

De acordo com a Caixa, o dinheiro deste contrato não poderia ser usado para esse fim com base em um entendimento prévio da CVM (Comissão de Valores Mobiliários).