Hypera deve enfrentar trimestre fraco com perspectivas reduzidas, diz Bradesco BBI

O banco de investimentos Bradesco BBI divulgou sua previsão de resultados desafiadores para a Hypera no terceiro trimestre de 2023, devido à fraqueza na receita e ao crescimento das vendas. As projeções apontam para um aumento de 4,5% na receita e um aumento de 6% nas vendas em comparação com o ano anterior.
O Bradesco BBI projeta que a Hypera não atingirá sua orientação para a receita em 2023, prevendo uma redução de 2%. No entanto, os analistas acreditam que a empresa ainda poderá cumprir ou superar as expectativas em relação ao Ebitda e ao lucro líquido. Essa situação coloca pressão sobre a empresa para encontrar soluções diante da atual conjuntura de mercado.
Como resultado das perspectivas negativas de crescimento de receita para o período de 2023 a 2025, o banco revisou o preço-alvo da Hypera para o ano de 2024. Este foi reduzido de R$ 56 para R$ 51, o que ainda representa um acréscimo de 51,15% em relação ao último preço de fechamento. A queda no preço-alvo reflete as vendas mais fracas, especialmente relacionadas à gripe e doenças respiratórias no segundo semestre. Além disso, a decisão da empresa de reduzir os descontos em genéricos para manter sua lucratividade impactou a revisão.

Dona de 50% do laboratório Cristália, família Stevanatto põe sua parte à venda

Procurado, o Itaú BBA, que representa a família Stevanatto, e a Hypera não comentam o assunto. O Aché também não se posicionou. A EMS informou que “não comenta rumores de mercado”.

Em nota, a Eurofarma informou que “está sempre atenta a oportunidades estratégicas, com foco principalmente nos seus planos de internacionalização e crescimento sustentável. A empresa não tem nenhum comentário a fazer em relação ao tema levantado, e acredita que a associação pode ter sido decorrente do fato das empresas serem sócias na Supera Rx. À exemplo de sua prática histórica, a Eurofarma manterá comunicação transparente com o mercado sempre que firmar acordos relevantes.”

País precisa capacitar indústria da saúde, diz Oxfam

O Brasil precisa acelerar a sua preparação para reduzir a vulnerabilidade em uma próxima pandemia, cenário que é uma questão de “quando” e não de “se” vai acontecer de novo. A conclusão parte do estudo “Capacidade de produção de vacinas no Brasil”, elaborado pela ONG Oxfam.

Segundo o estudo, a reestruturação de um complexo industrial da saúde é imprescindível para que o Brasil se saia melhor em uma próxima pandemia do que aconteceu nos períodos mais trágicos da covid-19. Isso porque, atualmente, a fabricação de materiais hospitalares e insumos necessários para a produção de vacinas está concentrada na Ásia, principalmente na China e na Índia, o que tornam vulneráveis tanto o Brasil quanto a maioria dos países do mundo.

Conforme destaca o coordenador de justiça econômica e social da Oxfam Brasil, Jefferson Nascimento, dados do Ministério da Saúde indicam que 90% da matéria-prima e dos medicamentos usados no Brasil, hoje, são importados, o que representa uma fraqueza para o país caso a perspectiva de futuras pandemias se confirme.

Novartis eleva perspectiva de lucro para o ano, após abandonar a Sandoz

A Novartis tem se dedicado a medicamentos inovadores com maior potencial de lucro, e a cisão da Sandoz é apenas o último de uma série de passos nessa direção. A chave para os investidores são as perspectivas para além deste ano, com a concorrência se aproximando do principal produto da empresa, o medicamento para o coração Entresto, de acordo com a Bloomberg Intelligence.

“Foi uma jornada de seis anos para transformar a Novartis em uma empresa de medicamentos totalmente inovadora”, disse o CEO, Vas Narasimhan, em entrevista à Bloomberg TV. “Um grande mantra dentro da empresa agora é foco, foco, foco.”

Nova variante da covid tem sintomas diferentes? Entenda

O motivo está, principalmente, na incidência de subvariantes da ômicron, como a Éris (EG.5). Essa, em específico, desenvolveu uma mutação na proteína Spike, sugerindo escape imunológico, de acordo com um relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS). Isso quer dizer que ela pode driblar nosso sistema imunológico com mais facilidade do que outras variantes em circulação, mas isso não está necessariamente atrelado a uma possível maior gravidade da doença.

Entre os especialistas ouvidos pelo Valor, porém, mesmo que o aumento de casos possa estar atrelado à circulação dessas subvariantes, a queda nas pesquisas de sequenciamento do vírus dificulta apontar, com certeza, se a Éris é a principal delas em circulação no país.

De qualquer forma, os eventos recentes têm apresentado alguns aspectos em comum: os casos da doença registrados são, geralmente, com sintomas mais brandos e desenvolvimentos menos graves em comparação às ondas anteriores da doença.

Câncer de bexiga: Sem remédio, hospital adapta tratamento

A falta de produção nacional de medicamento com BCG (bacilo de calmette e guérin) obriga hospitais a substituírem o tratamento para câncer de bexiga por alternativas que não têm a mesma eficácia para certos estágios da doença.

A medida é necessária devido à paralisação de uma fábrica da FAP (Fundação Ataulpho de Paiva), no bairro São Cristóvão, no Rio de Janeiro, em novembro de 2021.

A interrupção da produção ocorreu de forma voluntária após inspeção da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Em junho deste ano, a fundação assinou acordo com a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) com o intuito de retomar a produção. O IBMP (Instituto de Biologia Molecular do Paraná) se tornou mantenedor da FAP e assumiu o controle institucional.

A organização privada, sem fins lucrativos e de caráter filantrópico, também é a única produtora nacional da vacina BCG, utilizada contra tuberculose, e tenta retomar as atividades com apoio da Fiocruz.

O medicamento é indicado para casos não músculo invasivos, quando o tumor fica restrito à mucosa da bexiga e pode ser retirado, porém com alto risco de recidiva. A aplicação pós-operatória evita a recorrência, progressão da doença e remoção parcial ou total do órgão.

O fármaco usado como substituto é o quimioterápico gencitabina, prescrito nos casos com risco baixo ou intermediário, mas adotado também nos quadros de alto risco nas instituições do projeto Cabem Mais Vidas.