Melhora da economia contribui para rating de empresas
A melhoria do cenário e das perspectivas para a economia brasileira estão contribuindo para a elevação das notas de crédito de empresas do país. Isso porque, entre os fatores que costumam ser usados na classificação por agências especializadas, além de critérios relacionados à estratégica e gestão, estão a taxa básica de juros, a estabilidade política e o PIB per capita.
Em junho, a S&P Global Ratings, por exemplo, mudou a perspectiva da nota de crédito do Brasil, de estável para positiva, pela primeira vez desde 2019. Hoje, o grau de investimento do país, na avaliação da agência, é BB- (especulativo). Em julho, outra das principais agências mundiais, a Fitch, foi além e elevou a nota de crédito do Brasil de BB- para BB, citando avanços macroeconômicos e fiscais acima das expectativas do mercado. Foi o primeiro ajuste da Fitch na nota do país, em cinco anos.
Agora, o movimento está tendo reflexo direto também sobre as empresas brasileiras. Desde a classificação da dívida soberana brasileira, a Fitch deu início a um processo de “recalibragem” de notas de crédito no país e ajustou o rating de ao menos doze instituições financeiras brasileiras, entre elas Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Itaú Unibanco e Banco Bradesco. Outras empresas que tiveram o ranking elevado foram Petrobras, Sabesp, Rumo, MRS Logística, Comgás e Ache.