Novas técnicas podem reverter o envelhecimento

Há três maneiras de reverter substancialmente o envelhecimento biológico que atualmente contam com bom fundamento experimental, além de diversas outras, bem mais incertas.
A primeira é fazendo reprogramação molecular direta para a reversão da perda de informações epigenéticas. Um caminho envolve a indução dos chamados fatores de Yamanaka, que são proteínas capazes de fazer com que células somáticas voltem ao seu estado indiferenciado, pluripotente.
A segunda maneira é por meio de suplementos contendo moléculas que modificam provisoriamente as reações epigenéticas, para favorecer a eliminação de células velhas. Um exemplo é o NMN, que serve para a produção de um composto chamado NAD+, o qual, além de reduzir a presença de células senescentes, faz com que diversas organelas funcionem melhor.
Outra molécula que também reverte o relógio biológico em mamíferos é a rapamicina, um imunossupressor muito usado em transplantes. O problema neste caso é que seus efeitos colaterais vão de diarreia e prisão de ventre a tremores e insônia.

Uma terceira é a metformina, um medicamento antidiabético. Neste caso, os principais efeitos colaterais são menores e tendem a desaparecer após alguns dias. Conforme lê-se em artigo publicado na revista Nature, “a metformina é um dos compostos geroprotetivos mais atraentes que existem, atuando através de extensa regulação epigenética” (Wang et al, 2022). Acontece que a droga reduz um pouco os ganhos de massa muscular através de exercícios, os quais são fundamentais para o envelhecimento saudável, o que achata seu potencial.

Ozempic e outros remédios inspirados em veneno de animais

O popular medicamento, usado para o tratamento do sobrepeso e da obesidade, foi, na verdade, inspirado no veneno do lagarto conhecido como monstro-de-gila (Heloderma suspectum).
Cientistas descobriram que um hormônio do veneno desse réptil, chamado exendina-4, poderia ser usado para o tratamento de diabetes tipo 2.

A exendina-4 é similar a um hormônio encontrado em seres humanos chamado GLP-1, liberado depois de comer e importante para controlar os níveis de açúcar no sangue.

As pesquisas sobre a exendina-4 geraram a semaglutida, que é um derivado da molécula que permanece no corpo por muito mais tempo, produzindo o efeito farmacológico desejado.

Foi assim que surgiram o Wegovy e o Ozempic, que contêm semaglutida.

A crise da obesidade: novas promessas e riscos

Novos medicamentos para diabetes e redução de peso, com efeitos incomparáveis com o que existia até aqui, farão com que 2023 entre para a história como o ano que mudou o debate público global sobre obesidade. As consequências são, ao mesmo tempo, promissoras e perigosas.

Quem lidera este movimento, até o momento, é a farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk, fabricante da semaglutida (vendida como Ozempic e Wegovy). O PIB da Dinamarca cresceu 1,9% no último trimestre —90% do avanço atribuído à Novo Nordisk, que recentemente se tornou a empresa mais valiosa da Europa.

O fenômeno tem origem clara: a demanda global por esses medicamentos explodiu, superando a capacidade de fornecimento da empresa. No Brasil, o Ozempic, para diabetes, deve ter disponibilidade intermitente até o final do ano e o Wegovy, para obesidade, só chegará em 2024.

Renascimento, diz mulher que trata depressão com cetamina

Anestésico hospitalar usado em diferentes países, a cetamina foi aprovada em novembro de 2020 pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) como tratamento para depressão resistente. Para isso, a droga deve ser utilizada exclusivamente em um hospital ou clínica especializada e na presença de profissionais da saúde.

De acordo com a pesquisa Datafolha, cerca de 10% da população brasileira já fez uso de psicodélicos, sendo que 2% já experimentaram a cetamina.

Vendas de antigripais disparam no outono de 2023

Dados da Linx mostram que as vendas de medicamentos durante o período foram 53% maiores do que no verão

Segundo a base de clientes farmacêuticos da Linx, empresa do grupo StoneCo. e especialista em tecnologia para o varejo, as vendas de antigripais durante o outono de 2023 foram 53% maiores do que no verão. Já no inverno, época em que seria mais comum esse pico, as vendas tiveram uma queda de 8%, o que impactou diretamente no valor transacionado no período (-3%).

Comparando as vendas do inverno com o verão, nota-se um crescimento de 40% no número de vendas e 52% em valor transacionado. Para Luis Fischpan, diretor executivo da Linx Farma, “o setor farmacêutico, assim como qualquer outro, vem observando variações nos hábitos de consumo dos seus clientes. Entender essas mudanças de comportamento é um diferencial que os varejistas do setor devem priorizar”.

Hypera (HYPE3) pagará R$ 194,8 milhões em JCP aos acionistas

O Conselho de Administração da Hypera (HYPE3) aprovou a distribuição de juros sobre capital próprio (JCP), de R$ 0,30786 por ação ordinária, com retenção de imposto de renda na fonte, equivalente ao montante total bruto de R$ 194,769 milhões.

O pagamento está sujeito à retenção de imposto de renda retido na fonte, exceto para os acionistas que sejam comprovadamente imunes ou isentos.

O pagamento dos juros sobre capital próprio será realizado até o final do exercício social de 2024, em data a ser definida pela empresa, com base na posição acionária ao final de 27 de setembro de 2023.

Assim, as ações serão negociadas “ex-juros sobre capital próprio” a partir de 28 de setembro de 2023, inclusive.

O montante líquido a ser distribuído na forma de juros sobre capital próprio será imputado ao montante total de dividendos que vier a ser declarado pelos acionistas da companhia para o exercício social de 2023, na forma da legislação e da regulamentação aplicáveis.