Valor 1000: Executivos de campeãs destacam importância de consistência na gestão

Entre otimismo e cautela sobre o futuro da economia, executivos das empresas campeãs destacam a importância da boa gestão financeira.
A redução das taxas de juros não produz os mesmos efeitos para todas as empresas campeãs. “Os investimentos realizados pela Kuhn são financiados com recursos próprios, por isso a situação conjuntural não afeta nossa estratégia, que é orientada para o longo prazo”, explica Nicolas Guillou, CEO da empresa no Brasil, vencedora no setor de mecânica. É o que ocorre também com a NC Farma, campeã em farmacêutica e cosméticos. “Como não possuímos alavancagem financeira, o custo de capital tem impacto menor nas operações”, diz Carlos Sanchez, presidente do conselho de administração do Grupo NC.
Com boa gestão financeira, o grupo RaiaDrogasil, vencedor no setor de comércio varejista, não deixa que os juros altos atrapalhem os negócios, como ocorre com outros varejistas que dependem muito de financiamento. “Sempre tivemos alavancagem baixa e conseguimos crescer quase 20% ao ano na última década, mesmo tendo que sempre comprar mais estoque”, diz Marcílio Pousada, CEO da rede RaiaDrogasil. “Nossos investimentos estão mais voltados para tecnologia do que para expansão. Contamos com uma estrutura de capital saudável, o que nos permite ter uma perspectiva otimista”, afirma.

Com maior presença nacional, Fleury é a melhor empresa do Valor 1000 em Serviços Médicos

O bom desempenho se reflete na performance no ranking, com pontuação em todos os indicadores (ver tabela). Destaque para o primeiro lugar em margem Ebitda (26,7%) e segundo lugar em rentabilidade (13,6%). O Fleury também demostrou boa capacidade de geração de caixa para pagamento de despesas financeiras (2,69).

Tsutsui atribui o destaque do grupo a três eixos que trabalharam de forma integrada: medicina diagnóstica, novos elos e plataforma de saúde, além do crescimento orgânico por meio de aquisições. “A companhia demonstrou foco no cliente ao adaptar suas atividades para atender às mudanças de comportamento das pessoas no período pós-pandemia, com crescimento de 33,1% do atendimento domiciliar e o investimento em novas iniciativas com o consequente aumento de portfólio.”

Doenças infecciosas: cai investimento em remédios

O chefe da farmacêutica japonesa Shionogi pediu aos governos do G7 que liderem uma solução para o mercado de medicamentos para doenças infecciosas, sob o risco de mais empresas farmacêuticas deixarem o setor.

Isao Teshirogi, diretor executivo da empresa, que investiu em um medicamento antiviral contra a Covid-19 e antibióticos inovadores, afirmou que os tratamentos de doenças infecciosas são um “negócio muito desafiador”, apesar de sua importância.

Teshirogi alertou que um número crescente de empresas vem deixando as doenças infecciosas de lado para se concentrar em áreas relativamente lucrativas, como oncologia ou doenças raras. Uma das dificuldades é prever a demanda por medicamentos para doenças infecciosas, e cada tratamento geralmente utiliza menos medicamentos do que os utilizados no tratamento de uma condição crônica.

Farmacêutica chinesa desembarca no país

A indústria farmacêutica chinesa, cada vez mais, amplia seu olhar para o Brasil. A escolhida da vez foi a cidade de Caaporã, que fica na Região Metropolitana de João Pessoa, na Paraíba. As informações são do Mais PB.

O município receberá uma planta fabril da Tonghua Dongbao Pharmaceutical. O anúncio foi realizado na manhã de hoje, 28, e contou com a presença do presidente do laboratório, Chunsheng Leng.
Com mais de duas décadas de operações, a farmacêutica chinesa foi a primeira em seu país a comercializar produtos à base de insulina.