Medicamento surge como opção para parar de fumar

Parar de fumar é uma necessidade para muitos pacientes, mas não quer dizer que se já uma atitude fácil. Mas agora um medicamento experimental surge como esperança. As informações são da Veja.

O remédio em questão é a citisiniclina (ou cistina), que está na última fase de testes. Nos estudos, o fármaco mostrou-se bem tolerado, eficaz e seguro. Caso aprovado pelas agências reguladoras, esse medicamento pode se tornar a principal opção para aqueles que querem parar de fumar.

Biogen planeja corte de mais de 1 mil empregos

O laboratório espera economizar, até 2025, US$ 1 bilhão com as demissões. Desse total, US$ 300 mil serão reinvestidos e empregados em produtos chave, como o Leqembi, medicamento para o Alzheimer aprovado pelo FDA no começo do mês.

Mas foi exatamente o tratamento da doença que começou essa crise.

Falando em números, o período superou a expectativa dos especialistas em US$ 89 milhões, mas mesmo assim apresentou uma queda de 5% na receita do laboratório, US$ 2,46 bilhões.

No Brasil, a Biogen ocupa a 93ª colocação no ranking de faturamento das indústrias farmacêuticas. E o viés de queda se repetiu por aqui. No primeiro semestre de 2023, sua receita recuou 11,5% em comparação com o mesmo período do ano passado – de R$ 115,3 milhões, as vendas caíram para R$ 102,1 milhões.

Startup e-Doctor reduz custos com propagandistas

Uma plataforma 100% digital que conecta, em tempo real, indústrias, prescritores, farmácias e drogarias. Esse é o objetivo da e-Doctor, startup que propõe uma nova forma de otimizar a propaganda médica convencional. Trata-se de uma solução integrada de ponta a ponta, que facilita a apresentação, prescrição e positivação de medicamentos.

A e-Doctor funciona como uma rede social especializada, que interliga as três esferas de toda a cadeia farmacêutica por meio de ferramentas que aprimoram a propaganda e reduzem em até 90% o custo com visitação.

O projeto surgiu quando o farmacêutico Rico Sales (foto) trabalhava com visitação médica para uma farmácia de manipulação e percebia que muitos médicos mal tinham tempo para atender a demanda de seus pacientes. Como consequência, havia filas de espera de propagandistas nos consultórios.
Na plataforma, os laboratórios têm a possibilidade de postar vídeos de curta duração para divulgar seus lançamentos, campanhas e disponibilizar seus portfólios de produtos, bulas digitais e atualizações de mercado para todos os profissionais de saúde.

Paracetamol é principal causa de falência do fígado

Disponível livremente em farmácias, sem necessidade de receita médica, o paracetamol está entre os medicamentos mais consumidos de todo o mundo.

Para ter ideia, algumas estimativas apontam vendas de 49 mil toneladas desse medicamento ao ano nos Estados Unidos –o que significa 298 comprimidos por americano a cada 12 meses. No Reino Unido, a média é de 70 unidades desse fármaco por pessoa durante o mesmo período.

E o mais curioso dessa história é que, apesar de ser conhecido há mais de um século, o paracetamol ainda está cercado de mistérios: o mecanismo de ação dele ainda não foi completamente desvendado pelos cientistas.

Usados para perda de peso, Ozempic e Wegovy trazem riscos aos mais velhos

Existem poucas constantes no mundo da perda de peso, mas um conceito se mantém inalterado: não importa como você perca peso – alimentação restritiva, cirurgia bariátrica ou a nova classe de medicamentos injetáveis como Ozempic e Wegovy –, você provavelmente perderá músculos também.

Isso é uma preocupação principalmente para adultos mais velhos, dizem os especialistas em medicina da obesidade. Quanto mais músculos alguém com mais de 65 anos perde, maior o risco de a pessoa ficar frágil ou sofrer fraturas e quedas (o que pode ser fatal em idosos). É crucial que os adultos mais velhos mantenham massa muscular para que possam continuar com independência e mobilidade.

Superintendência do Cade arquiva investigação sobre patentes de medicamentos

A Apsen Farmacêutica afirmou ao Cade que haveria conduta anticoncorrencial no mercado de medicamentos, em decorrência da criação de dificuldade pela Astellas Farma Brasil para que outras empresas produzam fármacos, genéricos ou similares. Haveria, segundo a acusação, “abuso do direito de petição” – prática conhecida como “sham litigation”.

Ao Cade, a Apsen alegou que esse comportamento configura estratégia de patenteamento defensivo, tentando garantir o “sobrepreço de monopolista” por um período mais longo.

Já a Astellas afirmou, no processo, que a denúncia seria tentativa da Apsen de estender para o campo concorrencial disputas judiciais sobre suas patentes. Ainda segundo a empresa, a Apsen teria realizado importações de mirabegrona e depois solicitado registro de medicamentos genérico e similar na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Em nota técnica, a SG indica que, conforme manifestação do INPI, não foi constatada irregularidade ou anormalidade na tramitação dos pedidos de registro ou de divisão. Para a autarquia, não se verificam indícios de condutas anticoncorrenciais, já que não há em vigor um elevado número de patentes sobrepostas, ou uma multiplicidade de divisões da patente original

Por isso a Superintendência concluiu que não existiam indícios de infração à ordem econômica relacionados a eventual abuso de direito de propriedade intelectual constantes nos autos.

Cade decide arquivar inquérito que investiga patentes farmacêuticas

A Superintendência Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (SG/Cade) arquivou um inquérito em que investigava a extensão da duração das patentes no Brasil. De acordo com a SG, não foram encontrados indícios de infração à ordem econômica. Também não foi admitida a participação do Grupo Farma Brasil como interessado.

O inquérito ainda pode chegar ao Tribunal do Cade se houver pedido de algum dos conselheiros para continuar a análise ou então será definitivamente arquivado.

O inquérito havia sido aberto em março, depois que a Apsen Farmacêutica alegou que a companhia Astellas Pharma atua para estender de forma ilegal a patente da substância mirabegrona – usada em tratamentos de bexiga hiperativa/incontinência urinária. A Apsen alega que a concorrente detém a patente há, pelo menos, 24 anos.

Parcerias criam novos usos para resíduos que antes iam para aterros

Tecnologia, inovação e sustentabilidade são o foco de iniciativas de reaproveitamento de resíduos. Problemas de setores diversos acabam virando soluções criadas pelas áreas de pesquisa, desenvolvimento e inovação de outras companhias. Uma demanda dos setores farmacêutico e de celulose para evitar que cápsulas de colágeno de medicamentos que não eram utilizadas acabassem incineradas ou em aterros, por exemplo, virou o projeto Biocápsulas Sustentáveis – Transformando Resíduos em Árvores, da Ambipar. As cápsulas passaram a receber sementes de plantas nativas e biomassa compostada das indústrias de celulose e são lançadas remotamente por drone para o cultivo de árvores em áreas remotas ou de difícil acesso.