Bradesco prepara ofensiva para crescer entre clientes de alta renda
Planos passam por contratação de novos especialistas em investimentos e consolidação de carteiras no exterior
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Consultor vê falhas do BC dos Estados Unidos na prevenção de crises como as do SVB e Signature
Gestão foi marcada ainda por ataques ao BC e mudanças em reformas como a do saneamento, sob críticas até de aliados
Mediana das projeções dos economistas para o crescimento do PIB em 2023 subiu de 0,90% para 0,91%, porém para 2024, caiu de 1,48% para 1,44%
Galípolo iria para uma das duas vagas de diretoria que ficarão livres em dezembro deste ano e depois assumiria a presidência
bolso para reduzir a alavancagem do negócio. Outras companhias, cujas ações estão no pior patamar, tornaram-se alvos de aquisição e empresas de menor porte optaram por deixar o setor. Na outra ponta da cadeia, usuários de convênio médico estão cada vez mais insatisfeitos diante dos frequentes descredenciamentos da rede prestadora e do aumento da burocracia para conseguir um atendimento. O índice de reclamações contra as operadoras dobrou entre 2019 e 2023.
Nas últimas semanas, uma série de empresas anunciou medidas diante do atual cenário. A Hapvida, cujo papel despencou quase 80% em apenas um ano, vendeu dez imóveis por R$ 1,25 bilhão. A compradora foi a família Pinheiro, controladora da operadora que também vai colocar R$ 360 milhões num “follow-on” (oferta subsequente de ações) com meta de captar entre R$ 860 milhões e R$ 1 bilhão.
A Dasa, que busca capital novo para reduzir seu endividamento, segue um caminho semelhante. A companhia está negociando a venda dos prédios de dois hospitais que podem gerar entre R$ 400 milhões e R$ 600 milhões. Além disso, também está em curso uma oferta de ações em que a família Bueno, sua maior acionista, injetará R$ 1 bilhão e o BTG Pactual, outros R$ 500 milhões.
Segundo fontes, Oncoclínicas e a Kora têm sido alvos de aquisição. No caso da rede de clínicas para tratamento de câncer, o Goldman Sachs pretende vender sua parte no negócio – o banco entrou na Oncoclínicas há mais de cinco anos e é seu maior acionista. Já a Kora, grupo hospitalar controlado pelo HIG e que está com alta alavancagem, tem conversado com vários investidores, inclusive fundos de reestruturação financeira. Ambas as companhias informaram que não comentam rumores de mercado.
Nextela que combina estetrol e drospirenona é resultado de parceria entre a Libbs e Mithra Pharmaceuticals, laboratório belga especializado em saúde feminina
Uma evolução em contracepção oral, que traz na associação o estetrol, um estrogênionatural mundialmente inédito, e que pode reduzir o risco de tromboembolismo venoso, tem baixa interferência na função endócrina, efeito neutro nas mamas e nos parâmetros lipídicos e dos carboidratos. O Nextela, aprovado pela Anvisa em março, tem como previsão de lançamento em 2024. A novidade possibilitará à comunidade médica oferecer uma opção inovadora de contracepção oral combinada, substancialmente com menor impacto no organismo. 3-5
Nextela é fruto de uma parceria firmada entre a Libbs, farmacêutica 100% brasileira com 65 anos de história, e a belga Mithra Pharmaceuticals, especializada em tecnologias voltadas para a saúde feminina.
Na sala ainda montada de uma recente convenção de vendas, na sede do grupo Cimed, em São Paulo, embalagens coloridas preenchem a parede de cima a baixo. São as caixas da linha de perfumes íntimos Puzzy by Anitta, parceria da cantora e empreendedora Anitta com a farmacêutica, lançada em agosto passado, que chega a seis fragrâncias. Mas a parceria deve crescer.
A dobradinha com a Cimed, na qual Anitta tem participação nas vendas, “previa o desenvolvimento de novos produtos”, disse ao NeoFeed Karla Felmanas, vice-presidente do grupo. O NeoFeed apurou que está nesta lista o lançamento de produtos cosméticos, alinhados ao estilo de vida da artista, e também de beleza íntima. A Cimed não quis comentar.
Mas como a Cimed estabeleceu no ano passado como meta lançar 150 produtos em cinco anos, em especial na área de medicamentos e vitaminas, ter no mercado lançamentos que se beneficiam do “efeito Anitta” é, no mínimo, estratégico.
Além de ampliar a parceria com Anitta, outra aposta de crescimento para a Cimed é a área de estética. Especificamente com o ácido hialurônico injetável, um setor em expansão em especial com a onda das harmonizações faciais.
Segundo o Painel de Harmonização Facial da IQVIA4, multinacional de informação em saúde e pesquisa clínica, o mercado de injetáveis estéticos (incluindo aí toxina botulímica, bioestimuladores de colágeno, ácido hialurônico, entre outros) cresceu 46,5 % no Brasil, em 2021.
A previsão é que mercado global de ácido hialurônico chegue a US$ 4,4 bilhões este ano e cresça numa média de 9,1% ao ano até 2027, segundo a consultoria Report Linker.
O Governo aprovou, no início da semana, o reajuste de 5,6% para os preços dos remédios, válido em todo território nacional a partir de segunda-feira (3/4). O valor foi calculado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed), obedecendo ao teto de medicamentos brasileiro. Contudo, uma pesquisa promovida pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) revela que o valor estabelecido pelo teto é muito alto – e, portanto, não cumpre a função de controlar variações de preços como deveria.
A Cmed é o órgão responsável por vincular um preço máximo aos medicamentos comercializados nacionalmente. As indústrias farmacêuticas, assim como o varejo, são obrigadas a respeitar o limite de valor pré-estabelecido e que varia para cada remédio. “Por ser muito alto, esse teto não impede, por exemplo, um aumento muito elevado no preço de remédios que possa prejudicar o acesso ou a própria compra pelo Sistema Único de Saúde”, afirmou, no programa PULSO, do Outra Saúde, Matheus Falcão, assessor do Programa de Saúde do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). O programa foi ao ar na terça-feira, 4/4.
A pesquisa acompanhou dados de acesso a remédios desde a implementação do sistema de regulação, nos anos 2000, até agora. Apesar de especialistas considerarem o teto defasado, as regras jurídicas não permitem que a Cmed altere o limite atual. Para o Idec, a única possibilidade de alterar o teto de forma efetiva seria através de um projeto de lei. Falcão cita o PL 591, que tramita no Senado e propõe um conjunto de mudanças na regulação existente – inclusive o aumento da transparência exigida das farmacêuticas quanto aos custos reais de produção e distribuição de seus produtos.
Chief executive says draft plan to cut market exclusivity protection could make pursuing some treatments unviable
The chief executive of one of the world’s biggest pharma groups has warned Europe may miss out on new drugs for conditions such as heart disease and cancer if it pushes ahead with “troubling” new legislation.
David Ricks, Eli Lilly’s chief executive, said under a draft plan to cut market exclusivity protection from 10 to eight years, it might not be worth the industry pursuing treatments for chronic diseases or cancer trials.
He said investment in treatments for Alzheimer’s and obesity, where Eli Lilly has key potential medicines in its pipeline, would also be affected if generic drugmakers were allowed to create cheaper alternatives earlier.