Varejo farmacêutico fatura R$ 128,6 bilhões em 2025, com impulso de canetas emagrecedoras
Em 2025, o varejo farmacêutico faturou R$ 128,6 bilhões, um aumento de 12% em relação a 2024. A venda de canetas emagrecedoras, como Mounjaro, Ozempic e Wegovy, impulsionou o crescimento do setor, que apresenta evoluções consistentes ano a ano (média de 13%). Entre as cinco empresas que mais venderam medicamentos estão as brasileiras NC Farma Corp (conglomerado dono da EMS), Eurofarma, Hypera, Aché e a multinacional Novo Nordisk, que subiu uma posição e chegou ao quinto lugar alavancada pelas vendas de canetas Ozempic e Wegovy. A norte-americana Eli Lilly, fabricante do Mounjaro, foi a novidade de 2025, ocupando o sexto lugar do ranking. A companhia obteve uma variação de 611% em relação aos dados de 2024, segundo levantamento elaborado pelo Grupo FarmaBrasil.
Empresas brasileiras em destaque
As empresas brasileiras são as que mais comercializam medicamentos no país atualmente, com um total de R$ 74 bilhões em vendas em 2025 (58% do varejo farmacêutico). As multinacionais comercializaram R$ 54,6 bilhões no mesmo período (42% do setor). Entre as embalagens comercializadas em 2025, se destacaram as empresas com portfólio de medicamentos mais amplo, como NC Farma, Hypera Pharma, Cimed, Eurofarma e Sanofi. No total, foram vendidas mais de 5,3 bilhões de embalagens em 2025, um aumento de 4% em comparação ao ano anterior, com as empresas brasileiras concentrando 81% do total.
Crescimento de canetas emagrecedoras
Segundo relatório recente do Itaú BBA, as canetas emagrecedoras representarão 20% da receita das grandes redes de farmácia até 2030. Neste cenário, foram incluídas companhias de capital aberto, como RD Saúde, Pague Menos e Panvel. Atualmente, a receita obtida com as canetas nessas redes já se aproxima dos dois dígitos e deve se intensificar com a quebra da patente da semaglutida, em março. As projeções do Itaú BBA apontam que o mercado brasileiro de canetas deve saltar dos atuais R$ 10 bilhões para R$ 50 bilhões nos próximos quatro anos, com um crescimento anual de 40%. O Brasil é o segundo maior mercado do segmento, atrás somente dos Estados Unidos.
Fonte: Folha de São Paulo
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