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Os rendimentos dos Treasuries e o dólar em âmbito global mantiveram a tendência de alta à medida que o mercado aguarda importantes indicadores da economia dos Estados Unidos, em especial o índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês) de maio. O dado, que sairá na sexta-feira, é utilizado como referência para as decisões de política monetária do Federal Reserve (Fed). Além da economia americana, a aceleração da inflação em outras economias desenvolvidas e o temor de uma intervenção cambial no Japão jogaram os mercados em uma sessão de estresse global ontem.
A taxa da T-note de dois anos terminou o dia em leve alta a 4,764%, de 4,753% no fechamento anterior. Na ponta longa, o rendimento da T-note de dez anos subiu de 4,252% a 4,334% e o do T-bond de 30 anos avançou de 4,382% a 4,476%.
A busca pela segurança dos Treasuries também foi vista na dinâmica do mercado de câmbio, e o índice DXY, que mede o dólar ante seis moedas pares, avançava 0,42% no fim da tarde, a 106,053 pontos.
Às vésperas do PCE, as acelerações dos índices de preços ao consumidor do Canadá e da Austrália assustaram o mercado, que agora teme um movimento de “reflação” entre economias desenvolvidas, segundo a avaliação de Ian Lyngen e Vail Hartman, estrategistas de renda fixa do BMO Capital Markets. A inflação anual de 4% na Austrália deixou em aberto uma possível alta de juros na reunião de agosto do banco central do país, de acordo com os profissionais. Já os dados canadenses podem interromper o ciclo de corte de juros iniciado neste mês.
Entre as principais moedas globais, o iene foi mais pressionado diante da expectativa de uma intervenção do Ministério das Finanças do Japão. O dólar atingiu a sua maior cotação desde 1986 ante a moeda japonesa ao tocar 160,88 ienes.
“Na última vez em que o iene esteve tão fraco, o Ministério das Finanças reagiu com uma intervenção maciça em duas levas, totalizando cerca de 9 trilhões de ienes”, lembra o time de analistas de câmbio do banco alemão Berenberg. Para eles, contudo, a velocidade da depreciação anterior foi maior do que a atual, o que pode significar que as autoridades ainda não veem necessidade de uma nova intervenção.
Para Thomas Matthews, da Capital Economics, há sinais de que os investidores estão precificando um prêmio de risco maior para os mercados japoneses. Ele cita o forte aumento dos juros de longo prazo no país e o fato de que o enfraquecimento do iene não desencadeou uma valorização das ações no Japão, o que costuma ocorrer em casos assim.
Impulsionadas por algumas ações do setor de tecnologia, as bolsas de Nova York contrariaram a tendência negativa de outros mercados e fecharam com ganhos. O Dow Jones subiu 0,04%, o S&P 500 avançou 0,16% e o Nasdaq teve alta de 0,49%.
Fonte: Valor Econômico

