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O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, conversou com o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, e seu gabinete emitiu uma nota sobre a conversa, que girou em torno da negociação para pôr fim ao conflito.
Segundo o comunicado, a Rússia apoia os esforços para reduzir as tensões “no interesse da normalização sustentável e a longo prazo da situação no Oriente Médio , o que seria facilitado se os Estados Unidos abandonassem a linguagem de ultimatos e retomassem o diálogo”.
A nota afirma ainda que Moscou e Teerã “apelam por esforços para evitar ações, inclusive no Conselho de Segurança da ONU, que possam prejudicar as chances restantes de avançar nos esforços políticos e diplomáticos para resolver a crise”.
Lavrov também falou por telefone com o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi. Segundo comunicado do gabinete chinês, Wang disse que a China está disposta a continuar cooperando com a Rússia no Conselho de Segurança da ONU e a envidar esforços para apaziguar a situação no Oriente Médio
Wang afirmou que a maneira fundamental de resolver os problemas de navegação no Estreito de Ormuz é alcançar um cessar-fogo o mais rápido possível, acrescentando que a China sempre defendeu a solução política de questões críticas por meio do diálogo e da negociação.
O apelo dos ministros das Relações Exteriores ocorreu antes da votação do Conselho de Segurança da ONU , na próxima semana, sobre uma resolução do Bahrein para proteger a navegação comercial dentro e ao redor do Estreito de Ormuz.
Como membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, a China e a Rússia devem “adotar uma abordagem objetiva e equilibrada e buscar obter maior compreensão e apoio da comunidade internacional”, disse Wang a Lavrov, segundo um comunicado de seu ministério.
A China tem reiteradamente apelado a um cessar-fogo na região do Golfo e no Médio Oriente, instando ao fim dos combates que já duram mais de um mês e que praticamente bloquearam o Estreito de Ormuz, uma importante via de navegação para o transporte de petróleo e gás.
Fonte: Valor Econômico