A Roche Holding anunciou que seu medicamento experimental injetável obteve resultados positivos em um ensaio clínico de fase intermediária, auxiliando pacientes na perda de peso e pavimentando o caminho para o início do seu primeiro estudo de fase final (Fase III).
Atualmente, o mercado de medicamentos contra a obesidade é dominado pelos fármacos GLP-1 da Eli Lilly e da Novo Nordisk, mas gigantes do setor como Roche, Pfizer e Amgen, além de empresas menores, buscam desenvolver novos tratamentos para desafiar essa hegemonia.
A Roche pretende estabelecer uma franquia de obesidade com diversos candidatos a fármacos — adquiridos por meio da compra da Carmot Therapeutics e de um licenciamento com a dinamarquesa Zealand Pharma — visando tornar-se uma das três maiores empresas desse mercado.
De acordo com a farmacêutica suíça, a aplicação semanal do candidato CT-388 resultou em uma perda de peso de 22,5% após 48 semanas, quando ajustada em relação ao placebo. Essa redução foi alcançada na dose mais alta testada, de 24 miligramas, sem que se atingisse um platô de perda de peso; além disso, 54% dos participantes nessa dosagem alcançaram a resolução da obesidade.
As ações da Roche subiram 1,1% na manhã europeia desta terça-feira, refletindo o otimismo de analistas com os resultados encorajadores.
O programa de fase final do CT-388 deve começar ainda este trimestre, enquanto outros medicamentos do portfólio da empresa seguem em estágios iniciais de desenvolvimento.
A Roche informou que está acelerando o desenvolvimento do CT-388 devido ao seu potencial, estimando que o medicamento possa chegar ao mercado em 2028 e gerar vendas anuais superiores a 3 bilhões de francos suíços em seu pico.
Levi Garraway, diretor médico da companhia, destacou que a robusta perda de peso, somada a um perfil de segurança bem tolerado, reforça a confiança no programa clínico. O perfil de segurança da injeção foi consistente com sua classe de medicamentos, não apresentando sinais inesperados.
Embora tenham ocorrido efeitos colaterais gastrointestinais, a maioria foi de intensidade leve a moderada, com uma baixa taxa de descontinuação do tratamento por eventos adversos, fixada em 5,9%.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_63b422c2caee4269b8b34177e8876b93/internal_photos/bs/2026/C/Z/wBqqcqTv2u25SmARO39g/312452.jpeg)
Fonte: Valor Econômico