- CMED define reajuste abaixo da inflação para 2026
- Indústrias sentem pressão, mas efeito tende a ser limitado
- Drogarias seguem como destaque entre as ações do setor
A CMED definiu os fatores do reajuste anual de medicamentos para 2026, com fator X em 2,684% e fator Y zerado, ficando abaixo da inflação esperada.
Com isso, o setor enfrenta um freio regulatório, embora analistas indiquem que empresas já contam com mecanismos para mitigar parte do impacto.
Indústrias sentem o efeito
Segundo a XP Investimentos, o reajuste menor pressiona margens reguladas. Ainda assim, a indústria vem reduzindo descontos e ajustando preços efetivos.
O Goldman Sachs vê maior exposição em Hypera (HYPE3) e Blau Farmacêutica (BLAU3), por atuarem diretamente em produtos regulados.
Mesmo assim, o impacto tende a ser limitado. A Hypera concentra boa parte do portfólio fora da regulação. Já a Blau opera abaixo dos tetos da CMED.
Varejo segue mais resiliente
No varejo, o Itaú BBA mantém preferência por Pague Menos (PGMN3) e Panvel (PNVL3), apoiadas por forte crescimento de vendas.
Além disso, a RD Saúde (RADL3) se beneficia da escala e da renegociação com fornecedores, o que sustenta margens.
Assim, embora o reajuste atue como âncora, o avanço dos GLP-1 e o ajuste de descontos devem compensar parte da pressão regulatória.
Fonte: Guia do Investidor