As ações da RD Saúde RADL3 chegaram a recuar mais de 3% nesta segunda-feira, renovando uma mínima intradia desde agosto de 2022, entre as poucas quedas do Ibovespa IBOV na sessão.
Analistas do Goldman Sachs chamaram a atenção para definição, pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) na última sexta-feira, do fator X referente ao reajuste de preços de medicamentos a ser aplicado em 2025/2026.
O número, que mensura a produtividade da indústria farmacêutica no país, ficou em 2,459% para o período de julho de 2024 a junho de 2025. Ele entra no cálculo do reajuste anual dos medicamentos, que deve ser anunciado até o final de março.
A equipe do Goldman afirmou que, com o anúncio do novo fator X, há mais visibilidade sobre o que pode ser o resultado final para os reajustes da CMED, pois permite estimar outras variáveis da fórmula.
“Nós agora antecipamos que os reajustes de preços regulatórios serão um pouco mais fracos do que o esperado anteriormente”, estimaram Gustavo Miele e Emerson Vieira em relatório enviado a clientes nesta segunda-feira.
“Nós agora calculamos que a CMED fique em 6,2%/5,0%/3,8% para os níveis 1/2/3 de concentração de medicamentos…, menor do que nossa estimativa anterior de 6,2% para todas as categorias.”
Os analistas calculavam anteriormente um fator X atualizado definido em zero.
Por volta de 12h50, as ações da RD Saúde, dona das redes de farmácias Raia e Drogasil, recuavam 2,17%, a 20,33 reais, caminhando para completar o quarto pregão seguido no vermelho. No pior momento, chegaram a 20,09 reais. O Ibovespa subia 0,93%.
Ainda no setor, mas fora do Ibovespa, as ações da Pague Menos PGMN3 perdiam 0,33%, a 3,05 reais.
Também no radar do setor estão notícias envolvendo possibilidade de supermercados venderem medicamentos sem prescrição, passando a competir com redes de farmácias.
Fonte: BR