“O terremoto e a covid-19 mostraram a necessidade que os países têm de fortalecer sistemas de saúde resilientes”, diz Tedros Adhanom
Por Paula Martini, Valor — Rio
13/02/2023 12h56 Atualizado há um dia
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Quando a saúde corre risco, tudo corre risco, diz diretor-geral da OMS Johanna Geron/AP
Na Síria para acompanhar o resgate das vítimas do terremoto que deixou mais de 35 mil mortos, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, defendeu a importância de um sistema de saúde resiliente, capaz de responder a emergências sanitárias causadas por desastres naturais e pandemias como a de covid-19.
Adhanom participou, por videoconferência, da G-Stic, conferência global de ciência, tecnologia e inovação, realizada em um centro de convenções na Cidade Nova, região central do Rio.
“O terremoto e a covid-19 mostraram a necessidade que os países têm de fortalecer sistemas de saúde resilientes. A pandemia foi uma crise de saúde, econômica, social e política que mostrou que, quando a saúde corre risco, tudo corre risco”, disse o diretor da OMS.
Segundo Adhanom, a OMS está dando apoio aos afetados pelo terremoto na Síria, e destacou que os sírios sofrem impactos agravados por um sistema de saúde insuficiente e pela guerra.
“Hoje estou aqui em Damasco onde tudo foi afetado. Vi com meus olhos a devastação de comunidades inteiras e a determinação e coragem das pessoas. Situação partiu meu coração e espero que a comunidade internacional ajude a Síria e a Turquia”, disse.
O diretor da OMS defendeu ainda o desenvolvimento de inovações tecnológicas em saúde, como vacinas e medicamentos, mas destacou que os recursos precisam ser igualmente distribuídos entre os países ricos e as nações em desenvolvimento. Nesse sentido, destacou a importância de firmar iniciativas de cooperação internacional.
“OMS busca reduzir iniquidades em vez de ampliar, mas obviamente não age sozinha e não pode fazer tudo. Parcerias eficazes são centrais para alavancar diferentes áreas e usar recursos de forma mais eficiente. A frase chave é não deixar ninguém para trás”, afirmou.
O diretor-geral da OMS aproveitou para cumprimentar a ministra da Saúde do Brasil, Nísia Trindade, que participa do evento presencialmente. “Aproveito para parabenizar minha irmã Nísia pela sua nomeação. Espero podermos trabalhar de forma muito próxima novamente.”
Esta é a sexta edição da G-Stic, considerada a maior conferência global de ciência, tecnologia e inovação para aceleração da Agenda 2030. Realizado pela primeira vez nas Américas, o evento é organizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
Fonte: Valor Econômico


