Desde abril, o presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva, aparece na mídia e em eventos usando um chapéu. O motivo do novo acessório está, na verdade, relacionado à saúde do político, que não pode tomar sol na cabeça devido ao tratamento devido a um câncer de pele.
“Hoje, eu fiz radioterapia na cabeça para cuidar de um câncer de pele e eu não posso tomar sol na cabeça”, explicou o candidato durante o discurso no evento de abertura oficial de sua campanha à reeleição.
Em abril de 2026, Lula realizou uma cirurgia para tirar um câncer de pele no couro cabeludo. Desde então, o político vem fazendo sessões de radioterapia e utilizando o adereço por recomendação médica.
Com o chapéu, o candidato fez seu discurso do Dia do Trabalhador, em maio, e marcou presença no lançamento do programa “Desenrola 2.0”, que permite a renegociação de dívidas. Além disso, o acessório também está presente na foto oficial de Lula nas urnas eletrônicas nos dias de pleito.
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O câncer de pele de Lula, do tipo carcinoma basocelular, é o quadro mais comum e menos agressivo entre os cânceres de pele, explica Bianca Costa Soares de Sá, dermatologista do Centro de Referência de Tumores Cutâneos, do A.C.Camargo Cancer Center.
Após a cirurgia para a remoção do tumor local na cabeça, Lula fez 15 sessões de radioterapia preventiva no Hospital Sírio-Libanês, em Brasília (DF). Esse tratamento de radioterapia serve como complementação à cirurgia realizada pelo petista para garantir que o tumor seja eliminado por completo, explica a médica.
Ela informa ainda que esse tipo de câncer é uma consequência da falta de dosagem de exposição correta ao sol, principalmente entre a infância e adolescência. “Nessa faixa etária, a nossa pele é mais fina e sensível. Ela acaba acumulando mais danos do que uma pele mais adulta. Então, por isso que a proteção nessa idade é importante”, afirma.
Entre as recomendações médicas para esse tipo de câncer, Soares de Sá reforça o uso de proteção ao sol com chapéu e roupas protetoras e pelo uso de protetor solar, que deve ser aplicado 20 minutos antes da exposição e reaplicado a cada duas horas. Além disso, ela aconselha que o indivíduo não fique exposto ao sol nos horários de pico da radiação ultravioleta B, que é entre 10h e 15h.
*Estagiária sob supervisão de Diogo Max
Fonte: Valor Econômico