A dinamarquesa Novo Nordisk disse nesta segunda-feira (03) que está confiante de que sua proposta de aquisição da farmacêutica americana Metsera não levantará quaisquer questões antitruste.
Na semana passada, a Novo Nordisk lançou uma oferta concorrente pela empresa de biotecnologia voltada à obesidade, superando uma proposta da Pfizer, enquanto as farmacêuticas disputam vantagem no altamente lucrativo mercado de medicamentos para perda de peso.
A Pfizer, por sua vez, entrou com uma ação judicial na sexta-feira (31) alegando violação das obrigações do acordo de fusão.
A Novo Nordisk afirmou ter cumprido todas as restrições do acordo de fusão com a Pfizer.
“Este é um espaço intensamente competitivo, com pelo menos uma dúzia de outros produtos sendo desenvolvidos por grandes empresas farmacêuticas. Estamos confiantes de que esta transação não levanta quaisquer questões antitruste”, disse a Novo em comunicado por e-mail.
A Novo Nordisk, empresa por trás do blockbuster Wegovy para perda de peso e do tratamento relacionado para diabetes Ozempic, ofereceu até US$ 8,5 bilhões, com US$ 6 bilhões pagos antecipadamente e pagamentos posteriores por metas atingidas, enquanto a proposta da Pfizer valia até US$ 7,3 bilhões, incluindo metas.
O confronto marca uma batalha crescente pela dominância no mercado de medicamentos para obesidade, que alguns analistas preveem alcançar US$ 150 bilhões por ano. A Novo busca defender sua posição contra a crescente concorrência da Eli Lilly, enquanto a Pfizer tenta garantir sua entrada no setor de perda de peso.
A Metsera está desenvolvendo terapias experimentais que, segundo analistas, podem gerar US$ 5 bilhões em vendas.
A Pfizer afirmou que a proposta da Novo Nordisk é uma tentativa ilegal de uma empresa dominante de suprimir a concorrência no mercado de obesidade em rápido crescimento. Tanto a Metsera quanto a empresa dinamarquesa rejeitaram as alegações da Pfizer.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_63b422c2caee4269b8b34177e8876b93/internal_photos/bs/2024/m/c/C31vCNREArZseNnWEo8A/novo-nordisk-farmaceutica-dinamarques-fabricante-do-ozempic-rep.jpg)
Fonte: Valor Econômico