A indústria de produtos farmacêuticos teme aumento de custos logísticos, com a guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, no Oriente Médio. Segundo o Sindusfarma, entidade que representa o segmento, embora o impacto possa ser indireto, pode ter reflexo nos custos com transportes de matérias primas para o Brasil.
“Diretamente não [deve impactar], mas provavelmente teremos alguns problemas logísticos, pois as rotas da China e Índia para o Ocidente, que inclui o Brasil, devem ser alteradas”, disse Nelson Mussolini, presidente da entidade.
Segundo o Sindusfarma, o transporte é feito por via marítima e aérea, normalmente para trazer Insumos Farmacêuticos Ativos (IFA), usados na produção de medicamentos.
A entidade encomendou pesquisa para verificar o impacto nas farmacêuticas, já que, segundo Mussolini, os hubs de conexão de Dubai e de Abu Dhabi, normalmente utilizados pelas companhias de transporte, tiveram operações afetadas com o conflito.
“Há uma preocupação muito grande porque utilizamos o hub de Dubai e de Abu Dhabi como ponto de concentração de carga para vir para o Brasil. O que as empresas estão verificando é mudanças de rota, que impactam diretamente nos custos logísticos, porque a rota fica maior e há toda uma mudança que precisa ser feita”, completou o dirigente.
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Fonte: Valor Econômico