O anúncio que a EMS desistiu da fusão com a Hypera mexeu com os papéis da companhia na bolsa sendo o maior recuo do principal índice acionário brasileiro hoje (31). A desvalorização foi de 8,30%, a R$ 22,10. Na mínima do dia, chegaram a bater R$ 21,83. Mas a retirada da proposta não surpreende e coloca, novamente, a atenção do investidores para os fundamentos fracos da farmacêutica no curto prazo, diz o J.P. Morgan.
A farmacêutica Hypera informou na noite desta quarta-feira ter recebido correspondência informando que a EMS formalizou a retirada da oferta pública de aquisição de ações (OPA) e de combinação de negócios apresentada à Hypera em 21 de outubro passado.
De acordo com a Hypera, a correspondência informou que a decisão da retirada da proposta foi tomada por unanimidade pelo conselho de administração da EMS em 23 de outubro.
A EMS fez a chamada oferta hostil pela Hypera em 21 de outubro. Três dias depois, o conselho de administração da Hypera rejeitou a proposta por considerar que o “valuation” era baixo demais e que as operações de ambas as empresas apresentam pouca complementariedade.
Os analistas liderados por Joseph Giordano escrevem que a EMS não parecia disposta a negociar uma proposta melhor do que a foi apresentada ao conselho da Hypera, o que reduziu as chances de aprovação em assembleia.
Com isso, as ações da Hypera deixam de ser negociadas em torno do noticiário e voltam a ser fundamentadas no processo de racionalização de capital de giro que a companhia anunciou recentemente.
Os resultados da Hypera serão pressionados por esse processo de racionalização até a segunda metade de 2025, o que deve reduzir o apetite do investidor pelos papéis e limitará volatilidade.
O J.P. Morgan tem recomendação de compra para Hypera, com preço-alvo em R$ 36.
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Conteúdo originalmente publicado pelo Valor PRO, serviço de notícias em tempo real do Valor Econômico
Fonte: VALORINVESTE