A GSK anunciou que venderá os direitos do linerixibate, um tratamento experimental para coceira causada por uma doença hepática, para a farmacêutica italiana Alfasigma.
O movimento faz parte de um acordo de licenciamento avaliado em até US$ 690 milhões.
A farmacêutica britânica detalhou que receberá US$ 300 milhões adiantados e será elegível para receber mais US$ 100 milhões mediante a aprovação do medicamento nos Estados Unidos, além de outros US$ 290 milhões sujeitos ao cumprimento de metas regulatórias e de vendas adicionais.
A GSK informou ainda que ganhará royalties com percentuais na casa dos dois dígitos sobre as vendas líquidas da droga. Sob os termos do acordo, a Alfasigma obterá os direitos globais para desenvolver, fabricar e comercializar o linerixibate.
O medicamento, que atualmente não possui aprovação em nenhum lugar do mundo, é um tratamento para o prurido colestático, uma coceira interna severa causada por uma doença hepática chamada colangite biliar primária.
A droga recebeu a designação de “medicamento órfão” nos Estados Unidos, na União Europeia e no Japão, um status concedido a remédios voltados para o tratamento de condições raras.
A expectativa é que a Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA, na sigla em inglês) tome uma decisão sobre o pedido de aprovação do linerixibate ainda no final deste mês, antes da conclusão oficial do negócio.
Segundo a GSK, o acordo aprimora e refina o foco do seu portfólio voltado para doenças hepáticas, que já inclui tratamentos potenciais para a hepatite B crônica e a doença hepática gordurosa, entre outras condições.
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Fonte: Valor Econômico