O governo Lula pode antecipar a indicação para a presidência do Banco Central e deixar o envio dos nomes para as diretorias para um segundo momento, segundo apurou o Valor. A equipe econômica avalia que, não necessariamente, a indicação da presidência e das duas diretorias que ficarão vagas precisam caminhar de forma conjunta.
Com essas indicações, o governo terá maioria no BC pela primeira vez desde o início do mandato. O diagnóstico da equipe é que, caso o presidente escolhido pelo presidente Luz Inácio Lula da Silva (PT) seja do agrado do mercado financeiro, uma indicação rápida seria o “melhor possível” para acalmar os ânimos do mercado, reduzir a cotação do dólar e iniciar uma transição com o presidente do BC, Roberto Campos Neto, ainda que o Senado leve um tempo para sabatinar e aprovar o indicado.
Nesse quesito se enquadraria o nome de Gabriel Galípolo, atual diretor de Política Monetária, segundo ouviu o Valor. Ele continua sendo favorito para conduzir a autoridade monetária a partir de 2025 e, na visão da equipe econômica, já está nos cálculos do mercado. Assim, não haveria impactos negativos com sua indicação e facilitaria a transição com Roberto Campos Neto. Também haveria um ganho de comunicação nesse período.
Por outro lado, a equipe econômica defende que, caso o presidente Lula opte por um nome com perfil mais heterodoxo, que não necessariamente agrade ao mercado, essa indicação deveria ficar para depois das eleições municipais.
Além da presidência, o governo ainda indicará nomes para a diretoria de Regulação, hoje ocupada por Otavio Damaso, e para a diretora de Relacionamento, Cidadania e Supervisão de Conduta, comandada hoje por Carolina de Assis Barros, já que ambos os mandatos acabam em dezembro. Além disso, caso a indicação de Galípolo para a presidência se confirme, ainda haveria uma terceira nomeação para a diretoria, já que a área de Política Monetária ficaria vaga.
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Fonte: Valor Econômico


