Durante o HPE Networking Summit, em São Paulo, executivos da Globo e da Hypera Pharma apresentaram uma visão sobre como a rede corporativa se tornou o eixo central para inovação, eficiência e continuidade operacional em indústrias onde falhas simplesmente não são uma opção. O painel reuniu Carolina Duca Novaes, Gerente Sênior de Tecnologia na Rede Globo, e Jean Cardoso, gerente de infraestrutura e projetos da Hypera Pharma, para discutir desafios reais, transformações e os motivos que aproximaram suas operações das soluções de HPE Networking (Juniper e Aruba).
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Carolina explicou que sua trajetória na Globo foi construída sobre uma vivência intensa nas áreas de mídia, vídeo, transmissão e transporte de sinais — competências que a levaram a compreender profundamente o peso da infraestrutura e da conectividade em um setor que atravessa uma das maiores disrupções de sua história. A executiva descreveu como a produção e distribuição de conteúdo passaram de ambientes restritos e de alto custo para um cenário em que plataformas digitais multiplicaram exponencialmente a oferta, enquanto a inteligência artificial removeu barreiras tradicionais de criação. Nesse contexto, eventos ao vivo e operações em tempo real tornaram-se diferenciais competitivos, exigindo eficiência, resiliência e flexibilidade máxima das redes.
Foi justamente essa transformação que levou a Rede Globo a integrar, em 2019, três pilares antes separados — TV Globo, Globo.com e Globosat – em uma única estrutura, culminando na unificação completa de suas redes. Hoje, uma única base de conectividade sustenta desde os sistemas corporativos até a operação de produção, passando pelas estações regionais e pelas 125 afiliadas espalhadas pelo país. Durante a pandemia, a busca por eficiência pressionou ainda mais essa arquitetura, acelerando a migração para redes sem fio e para modelos operacionais mais enxutos. Com o retorno ao escritório, o comportamento dos usuários mudou, e a exigência por estabilidade aumentou drasticamente. Nesse cenário, tecnologias que oferecem visibilidade, análise preditiva e facilidade de troubleshooting tornaram-se fundamentais, aproximando a empresa das soluções da HPE Netwoking (Aruba) para gestão inteligente da experiência do usuário.
Jean Cardoso, Gerente Sênior de Infraestrutura e Projetos TI ha Hypera Pharma, compartilhou desafios semelhantes, vividos em um setor totalmente distinto, mas igualmente crítico: o farmacêutico. Ele descreveu como o rápido crescimento da Hypera Pharma – movido por uma estratégia agressiva de aquisições ao longo de mais de duas décadas – criou ambientes tecnológicos múltiplos, complexos e distribuídos, exigindo integração constante, disponibilidade extrema e respostas rápidas. A fábrica da companhia em Anápolis, um dos maiores polos farmacêuticos da América Latina, concentra operações industriais, logística, P&D e áreas administrativas, todas fortemente dependentes de conectividade estável, inclusive em redes Wi-Fi. Segundo ele, a pandemia ampliou significativamente a sensibilidade dos usuários à performance, ao mesmo tempo em que a infraestrutura existente começava a mostrar sinais de obsolescência.
O impacto operacional ficou evidente quando falhas simples, como a queda de um único access point, passaram a paralisar ruas inteiras do centro de distribuição, afetando produção, faturamento e expedição. Paralelamente, a escassez global de componentes eletrônicos colocou pressão adicional sobre a renovação do parque tecnológico. Foi nesse contexto que a Hypera Pharma se aproximou das soluções da HPE Networking (Aruba), após um trabalho conjunto com parceiros técnicos e a realização de um survey detalhado dentro da fábrica. O resultado foi uma arquitetura mais confiável, com maior capacidade de diagnóstico e suportada por tempos de entrega compatíveis com a urgência da operação.
Tanto na Globo quanto na Hypera Pharma, a convergência de fatores como complexidade crescente, dependência de aplicações críticas e equipes reduzidas fez com que a gestão inteligente da rede, a antecipação de falhas e a visibilidade ponta a ponta se tornassem valores indispensáveis. No painel, ficou claro que tecnologias capazes de prever comportamentos, identificar anomalias antes do impacto e simplificar o suporte ao usuário assumem protagonismo em setores onde segundos podem determinar perdas financeiras, interrupções de serviço ou falhas de produção.
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Fonte: IPNews – O Portal da Conectividade