
O levantamento de fusões e aquisições (M&A) feito pela consultoria PwC mostrou um salto nas transações em saúde no primeiro trimestre. Entre janeiro e março deste ano, foram realizados 20 negócios, mais do que o dobro das nove transações registradas em igual período do ano passado.
Em serviços de saúde, o número de transações passou de 7 para 13. Já entre as farmacêuticas, o número foi de 2 para 7. “Tanto em serviços de saúde como em ‘farma’, há um momento de margens melhores, com a indústria farmacêutica com novas fontes de financiamento”, diz Bruno Porto, sócio e líder do setor de Saúde na PwC Brasil.
Segundo ele, em serviços de saúde, as operadoras tiveram um bom ano do ponto de vista financeiro, com recuperação de margens, queda de sinistralidade e o uso de tecnologia para melhorar a eficiência operacional. “Com isso, elas têm olhado para verticalização, com compras”, afirma.
Hospitais têm sofrido mais
Já prestadores de serviços, como hospitais e medicina diagnóstica, têm sofrido mais. “Mas aqueles em situação financeira melhor começam a olhar ativos que estão um pouco estressados, porque tem vários prestadores que estão em situação bem complexa”, diz Porto. “Começa a ter ativos com valores mais atraentes, com oportunidades aqui de consolidação.”
O mesmo vale para a indústria farmacêutica, que têm inclusive apetite global de expansão para fora do Brasil e em outras áreas, como estética, consumer health e consolidações setoriais.
Esta notícia foi publicada no Broadcast+ no dia 02/05/2025, às 10:30.
O Broadcast+ é uma plataforma líder no mercado financeiro com notícias e cotações em tempo real, além de análises e outras funcionalidades para auxiliar na tomada de decisão.
Para saber mais sobre o Broadcast+ e solicitar uma demonstração, acesse.
Fonte: Estadão