A Fitch Ratings cortou a nota de crédito nacional da OncoclínicasCotação de Oncoclínicas, de “CCC-(bra)” para “C(bra)”, após o anúncio de que a companhia está em negociações com credores para eventual prorrogação do pagamento de dívidas. Os analistas Tatiana Thomaz, Natália Brandão e Andrés Correa escrevem que o rebaixamento acontece porque o movimento é um processo semelhante a um calote dentro da metodologia da agência.
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Caso os termos originais das debêntures sejam alterados ou a empresa formalize um plano de reestruturação, o rating sofrerá um novo rebaixamento, desta vez para “RD(bra)”, ou calote restrito.
O cenário traçado pela agência aponta para uma liquidez insuficiente e uma estrutura de capital insustentável, que limita drasticamente as opções de refinanciamento da empresa.
Os analistas projetam que a OncoclínicasCotação de Oncoclínicas fechou 2025 com menos de R$ 100 milhões em caixa, mas terá que encarar vencimentos de dívida da ordem de R$ 745 milhões, em 2026, e R$ 810 milhões, em 2027.
A projeção é de que a empresa enfrentará dificuldades para voltar a crescer. A estimativa é de um lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) na casa dos R$ 600 milhões para 2025, anulado por uma queima de fluxo de caixa operacional também de R$ 600 milhões.
Fonte: Valor Econômico