A Fitch Ratings cortou a nota de crédito nacional da Cimed de “AA+(bra)” para “AA(bra)” e manteve a perspectiva estável.
Os analistas Tatiana Thomaz, Natália Brandão e Andrés Corrêa escrevem que o rebaixamento reflete um aumento na percepção de risco de crédito da farmacêutica após um desempenho operacional em 2025 que ficou aquém das expectativas.
A empresa enfrenta desafios devido à sua escala mediana e sua forte exposição aos segmentos de medicamentos genéricos e cuidados pessoais que exigem investimentos constantes em marketing e limita a capacidade de repasse de preços.
Em 2025, a margem Ebitda da Cimed caiu para 16%, rompendo o histórico de 21% registrado nos anos anteriores, com perspectiva de recuperação apenas gradual ao longo dos próximos anos.
Entretanto, o fluxo de caixa livre deve permanecer em terreno negativo, aponta a agência, pressionado pelo consumo de capital de giro e pela política de dividendos da farmacêutica.
Um fator determinante para evitar uma deterioração maior da estrutura de capital é o aporte de R$ 500 milhões do fundo soberano de Cingapura, previsto para ocorrer entre este ano e o próximo, o que deve manter a alavancagem sob controle.
A Fitch ressalta que a manutenção do novo rating dependerá da capacidade da família controladora em sustentar margens acima de 17% e evitar que a alavancagem bruta ultrapasse o patamar de 3,5 vezes em bases recorrentes.
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Fonte: Valor Econômico