A BiommCotação de Biomm irá propor aos seus acionistas a migração da companhia ao segmento especial de listagem Nível 2 de governança da B3Cotação de B3 na assembleia marcada para 30 de abril.
A administração entende que a companhia se encontra diante de uma “janela relevante de oportunidade” para deliberar sobre a migração ao Nível 2 dado os “avanços obtidos na governança e gestão nos últimos anos”.
Segundo a BiommCotação de Biomm, trata-se de um “movimento natural no percurso de fortalecimento institucional, reconhecendo e consolidando práticas de governança, ao mesmo tempo em que lhes atribui maior solidez, perenidade e previsibilidade”.
A BiommCotação de Biomm foi uma das empresas que foram envolvidas na derrocada do Banco Master. A companhia recebeu investimento da WNT, gestora próxima ao banqueiro Daniel Vorcaro e ao empresário Nelson Tanure. Em 2025, essa fatia, de 25,86%, foi repassada ao fundo Cartago, hoje nas mãos do Banco de Brasília (BRB).
O fundo Cartago, administrado pela Trustee, gestora do ex-sócio do Master, Maurício Quadrado, detinha maior participação farmacêutica, que tem outros acionistas como a Cedro Participações, de Lucas Kallas, com 8%, que tinha sociedade coma Oncoclínicas, também envolvida com o Master.
Walfrido dos Mares Guia, ex-ministro no governo Lula, tem 5,53%, e a BNDESPar, 5,12%. Márcio Pochmann, presidente do IBGE, é membro do conselho de administração.
Em janeiro, a administração da BiommCotação de Biomm, procurada para comentar o assunto, disse ao Valor que não há acordo de acionistas e que todas as decisões mais relevantes do negócio são discutidas, votadas e aprovadas em reuniões do conselho de administração. “Em caso de uma eventual liquidação do Fundo Cartago, acionista da companhia, as ações devem ser ofertadas a outros investidores interessados. “Não antevemos que a mudança de acionistas altere a perspectiva e condução do negócio”, disse.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_63b422c2caee4269b8b34177e8876b93/internal_photos/bs/2024/6/2/fm99qUTnmp3BSsbCuTIQ/area-externa-fabrica-biomm-creditos-divulgacao.jpg)
Fonte: Valor Econômico