A OMS (Organização Mundial da Saúde) declarou uma emergência global de Mpox pela segunda vez em dois anos, na última quarta-feira (14), em razão de um surto da infecção viral na República Democrática do Congo que se espalhou para países vizinhos.
No Brasil, apenas em 2024, já foram registrados 709 casos e 16 mortes por mpox. Apesar do aumento e a circulação de uma variante mais perigosa do vírus, o Ministério da Saúde avalia que o risco é baixo para o país.
A pasta se reuniu com especialistas para atualizar o plano de ação e as recomendações de combate à doença no país na última terça-feira (13).
Nesta quinta-feira (15), a ministra da Saúde Nísia Trindade deve participar da instalação do Centro de Operações de Emergência em Saúde Para coordenar ações de resposta à Mpox (COE-Mpox).


Em nota, o Ministério informou que acompanha com atenção a situação no mundo, além de monitorar informações junto à Organização Mundial da Saúde e instituições como o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos.
Mpox é o novo nome adotado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) para a varíola dos macacos.
Os sintomas incluem erupções e lesões de pele, ínguas, febre, dores no corpo, dor de cabeça e calafrios. A transmissão ocorre no contato com pessoas infectadas, materiais contaminados ou animais silvestres infectados.
Segundo o Ministério da Saúde, a maioria dos pacientes se recupera em um mês com tratamento, mas a doença pode levar à morte caso não haja intervenção adequada.
A Mpox é uma doença viral causada pelo mpox vírus (MPXV), que faz parte do gênero Orthopoxvirus e da família Poxviridae.
Esse vírus foi originalmente transmitido de animais para humanos, mas agora também circula entre pessoas.
A transmissão da mpox para humanos pode ocorrer:
O tempo entre o contato com o vírus e o aparecimento dos primeiros sintomas (período de incubação), varia entre 3 a 16 dias, mas pode se estender até 21 dias.
Os sinais e sintomas da mpox geralmente incluem erupções cutâneas ou lesões na pele, linfonodos inchados (ínguas), febre, dores no corpo, dor de cabeça, calafrios e sensação de fraqueza.
Esses sintomas variam em intensidade, e as erupções na pele são um dos sinais mais característicos da doença.
Algumas erupções são planas, outras são levemente elevadas, preenchidas com líquido claro ou amarelado.
Com o tempo, essas lesões formam casquinhas que secam e caem.
A quantidade pode variar de algumas a milhares e tende a se concentrar no rosto, nas palmas das mãos e nas plantas dos pés, mas podem surgir em qualquer parte do corpo, incluindo boca, olhos, órgãos genitais e ânus.
Outras doenças apresentam sintomas semelhantes, como varicela zoster, herpes zoster, herpes simples, infecções bacterianas da pele e sífilis. Por isso, é importante procurar um profissional para o diagnóstico correto.
Nesse caso, é importante procurar uma unidade de saúde para avaliação imediata.
Informe ao profissional de saúde se você teve contato próximo com alguém que tenha suspeita ou confirmação da doença.
Enquanto aguarda avaliação, isole-se e evite contato próximo com outras pessoas para prevenir a transmissão.
É importante ter o diagnóstico médico adequado porque os sintomas da mpox são semelhantes a outras doenças.
O diagnóstico da mpox é confirmado por exames laboratoriais, por meio de testes moleculares ou sequenciamento genético.
As amostras são coletadas das secreções das lesões, ou, se as lesões estiverem secas, das casquinhas.
Essas amostras são enviadas para análise de um especialista em laboratório.
A mpox geralmente evolui para quadros leves a moderados e pode durar de 2 a 4 semanas.
A pessoa é capaz de transmitir o vírus desde o início dos sintomas até que todas as lesões na pele cicatrizem completamente.
A prevenção da mpox envolve evitar contato direto com pessoas que tenham suspeita ou confirmação da doença.
Pessoas com suspeita ou confirmação de mpox devem se isolar imediatamente e não compartilhar objetos pessoais.
Além disso, é importante lavar as mãos e desinfetar superfícies e objetos contaminados.
Em casos onde o contato é necessário, como no cuidado de pacientes, é essencial o uso de luvas, máscaras, avental e óculos de proteção.
Sim. Existem três imunizantes disponíveis, mas apenas as pessoas em risco ou que tiveram contato próximo com uma pessoa infectada podem tomá-los.
Isso inclui pessoas vivendo com HIV/aids e profissionais de laboratório que trabalham com a análise do vírus.
A OMS não recomenda a vacinação massiva, ou seja, de populações inteiras de um país.
Ainda não existe um medicamento específico para o tratamento da mpox.
O tratamento para a mpox consiste em aliviar os sintomas, prevenir complicações e evitar sequelas.
A maioria dos casos é leve ou moderada, mas a doença pode ser fatal quando não tratada corretamente.
Fonte: Folha de São Paulo