Para Albert Bourla, governos não fizeram mudanças para acelerar respostas a um surto e adotaram medidas regulatórias que podem prejudicar o desenvolvimento de novos medicamentos
Por Dow Jones — Davos
18/01/2023 14h22 Atualizado há 20 horas
Três anos após a pandemia de covid-19, o mundo está, de certa forma, despreparado para a próxima crise global de saúde, disse o diretor-presidente da Pfizer, Albert Bourla, ao “The Wall Street Journal” no Fórum Econômico Mundial, emDavos, na Suíça, nesta quarta-feira (18).
De acordo com ele, os governos não fizeram mudanças para acelerar as respostas a um surto e, em alguns casos, adotaram medidas regulatórias que podem prejudicar o desenvolvimento e a inovação de medicamentos futuros.
Ele acrescentou que a grande lição da covid foi que “havia uma próspera indústria de ciências da vida que era predominantemente abastecida pela iniciativa privada e complementada pela academia”.
Bourla criticou alguns aspectos da Lei de Redução da Inflação, do governo de Joe Biden, que tem uma medida destinada a reduzir os preços dos medicamentos, e disse que as agências reguladoras em todo o mundo se tornaram mais rígidas após a pandemia.
“Há um esforço enorme para voltar ao passado”, disse. “Eles estão tentando ser mais conservadores do que nunca.”
O executivo afirmou ainda que o novo coronavírus provavelmente veio para ficar, e que a Pfizer está trabalhando para desenvolver uma vacina que possa fornecer proteção por um ano, enquanto busca entender melhor a chamada covid prolongada e as complicações que resultam após a infecção.
Além das iniciativas contra a covid-19, a Pfizer está embarcando em um período ambicioso de lançamento de novos medicamentos nos próximos 18 meses e também está aberta a adquirir empresas que possam ajudar a impulsionar seu crescimento, disse Bourla.
Segundo ele, é improvável que a empresa compre uma empresa farmacêutica do tamanho da Pfizer, mas está interessada em aquisições menores.
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Albert Bourla, diretor da Pfizer — Foto: Pablo Martinez Monsivais/AP Photo (Arquivo)
Fonte: Valor Econômico


