A Eli Lilly anunciou na sexta-feira (30) que vai construir uma unidade de fabricação farmacêutica na Pensilvânia, sua quarta nova instalação anunciada em meio a um esforço para expandir a produção nos Estados Unidos e fortalecer as cadeias de suprimentos médicos.
A fábrica de US$ 3,5 bilhões produzirá os medicamentos injetáveis para perda de peso da Lilly, incluindo o retatrutide, que ainda está sendo desenvolvido, informou a empresa em um comunicado. Esse medicamento de próxima geração superou o desempenho do blockbuster da Lilly, o Zepbound, no tratamento contra obesidade.
Fabricantes de medicamentos correm para expandir a produção nos EUA depois que o presidente americano, Donald Trump, ameaçou impor tarifas de importação sobre produtos farmacêuticos. Empresas como Lilly, Pfizer e Merck prometeram bilhões de dólares em investimentos domésticos para evitar penalidades.
A Lilly afirmou no ano passado que investiria mais de US$ 27 bilhões em quatro novas unidades de fabricação nos EUA e disse que também ampliará a produção em outras instalações.
“Todas essas unidades, incluindo esta, serão realmente de manufatura de ponta, feitas para durar muitas décadas”, disse o diretor-presidente da Lilly, David Ricks, em uma coletiva de imprensa na sexta-feira em Allentown, na Pensilvânia.
A Lilly, a farmacêutica mais valiosa do mundo em valor de mercado, vem disputando com a rival dinamarquesa Novo Nordisk para atender à demanda crescente por medicamentos para perda de peso da classe GLP-1.
A empresa planeja lançar seu aguardado comprimido para perda de peso em vários países a um preço à vista de US$ 150 por mês, enquanto trabalha para obter a aprovação nos EUA nos próximos meses.
“Estamos percebendo que esses medicamentos são bastante populares, mas ainda temos trabalho a fazer para ampliar o acesso”, disse Ricks na sexta-feira.
A construção do complexo no Vale do Lehigh deve começar em 2026, e a nova unidade deverá entrar em operação em 2031, informou a empresa.
O local foi selecionado entre mais de 300 candidaturas e escolhido, em parte, por sua proximidade com universidades e pela infraestrutura lá existente, disse a companhia.
O investimento é o maior já feito por uma empresa farmacêutica na história da Pensilvânia e criará ao menos 850 novos empregos, afirmou o governador, Josh Shapiro, em um comunicado.
Shapiro disse na coletiva desta sexta-feira que autoridades estaduais estão trabalhando para garantir que os processos de licenciamento avancem rapidamente para a nova planta. A Pensilvânia está comprometendo US$ 100 milhões para o projeto, afirmou o governador.
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Fonte: Valor Econômico