A Eli Lilly & Co. assinou um acordo com a Insilico Medicine para o desenvolvimento de medicamentos com tecnologia de inteligência artificial, que pode valer até US$ 2,75 bilhões.
Nos termos do acordo, anunciado neste domingo (29), a Insilico tem direito a receber US$ 115 milhões em pagamentos iniciais; outras metas podem elevar o valor para US$ 2,75 bilhões, além de royalties escalonados sobre as vendas futuras. Em contrapartida, a Lilly obtém os direitos exclusivos mundiais para desenvolver e comercializar potenciais medicamentos.
O anúncio reforça a parceria entre as duas empresas, que trabalham juntas desde 2023. A Insilico, listada na bolsa de Hong Kong, está entre as desenvolvedoras de medicamentos com inteligência artificial mais avançadas, com um conjunto de modelos que abrangem todo o processo de desenvolvimento de fármacos.
A parceria com a Insilico dá à Lilly acesso às plataformas de IA de última geração da empresa. As duas empresas planejam colaborar em múltiplos programas de pesquisa e descoberta para alvos específicos escolhidos pela Lilly, de acordo com um comunicado. As empresas não especificaram quais áreas de doenças ou alvos são de seu interesse.
Apesar do sucesso na venda de medicamentos para obesidade, a Lilly já está trabalhando para construir uma linha de medicamentos futuros que possam impulsionar sua próxima era.
A empresa está investindo pesadamente em inteligência artificial, na esperança de acelerar o processo de desenvolvimento de medicamentos, normalmente árduo. E com os lucros obtidos com os medicamentos para perda de peso, a Lilly construiu um supercomputador com tecnologia Nvidia em sua sede em Indianápolis e, em janeiro, anunciou a criação de um novo laboratório de pesquisa de US$ 1 bilhão em São Francisco.
“O desafio que temos pela frente agora é como encontrar outro ciclo de sucesso antes que este termine, de preferência bem antes, e assim obter uma espécie de velocidade de saída”, disse Dave Ricks, CEO da Lilly, em um evento com Jensen Huang, CEO da Nvidia, em janeiro. “Podemos descobrir mais sobre a biologia usando IA? Esse é realmente o Santo Graal.”
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Fonte: Valor Econômico